Câmara de Gondomar contabiliza mais de 6 milhões de euros de prejuízos devido ao mau tempo
Porto Canal/Agências
A Câmara de Gondomar contabilizou mais de seis milhões de euros de prejuízos decorrentes das intempéries registadas em fevereiro, devido a danos na rede viária e em coberturas nas habitações municipais, revelou hoj à Lusa o município.
Em resposta a um pedido de esclarecimento, a autarquia do distrito do Porto assinala que o valor contabilizado resulta de “um levantamento preliminar”, pelo que “os valores são ainda provisórios”.
“À data, o valor global estimado dos danos é superior a seis milhões de euros ao nível da rede viária municipal e de aproximadamente 325 mil euros relativos a danos em coberturas de conjuntos habitacionais municipais”, informa o município.
Segundo o município, decorre ainda “o levantamento técnico (…) dado que, em alguns casos, foi necessário proceder a intervenções pontuais para permitir uma avaliação mais rigorosa e consolidada dos danos”.
Na resposta, a autarquia detalha que “os impactos foram transversais ao concelho”, mas com “maior incidência em áreas urbanas como Rio Tinto, Gondomar (São Cosme), Valbom, Jovim, Fânzeres e São Pedro da Cova”.
Acrescenta que houve “danos resultantes da subida do nível do rio Douro, que provocou a destruição de margens, o colapso de coletores e os danos nos pavimentos associados”, e “decorrentes da precipitação intensa, de cheias rápidas e de vento forte, que se traduziram no deslizamento de taludes, na queda de muros de suporte, no colapso de coletores de águas pluviais e dos respetivos pavimentos”.
A esta lista acrescenta ainda “danos nas coberturas de edifícios municipais e nas infraestruturas associadas, bem como quedas de árvores e ocorrências em património privado, resultantes de galgamento e retorno de águas”.
Pelo menos 18 pessoas morreram em Portugal entre janeiro e fevereiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias foram as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
