Caudal do rio Sousa obriga a fechar ponte de Alvre e estradas em Paredes

Caudal do rio Sousa obriga a fechar ponte de Alvre e estradas em Paredes
Foto: Recarei C. Moradores | Redes Sociais
| Norte
Porto Canal/Agências

O transbordo do rio Sousa, afluente do rio Douro, obrigou esta terça-feira ao fecho da ponte de Alvre, em Aguiar de Sousa, em Paredes, concelho que contabiliza quase uma dezena de estradas cortadas, indicou fonte da autarquia local.

À Lusa, num ponto de situação cerca das 14h30 sobre ocorrências relacionadas com o mau tempo, fonte desta autarquia do distrito do Porto destacou o fecho da ponte de Alvre, que liga a localidade de Alvre, na freguesia de Sobreira (concelho de Paredes), à zona da EN319-2/rotunda de acesso à A41 na margem norte do rio Sousa.

Devido à subida dos caudais de ribeiras e rios, o Serviço Municipal de Proteção Civil de Paredes encerrou o trânsito nas ruas da Estrebuela (Paredes), do Covão (Cête), Lameiro do Cabo e Além do Rio (ambas em Baltar), Rua da Venda Nova e da Carreira (Mouriz), Professor José Joaquim Castro (Sobrosa) e Avenida da Telha (Duas Igrejas).

Numa publicação na rede social Facebook, a Câmara de Paredes garante que “está em prontidão e alerta máximo, acompanhando, com todos os meios disponíveis, a motorização permanente dos trabalhos no terreno”.

Além de inundações, as principais ocorrências que têm sido registadas em vários concelhos da Área Metropolitana do Porto têm sido movimentos de terras, quedas de muro e de estruturas, sinalizaram as fontes.

Num outro ponto de situação enviado à Lusa, a Câmara da Maia, também no distrito do Porto, por onde o rio Leça é habitualmente uma fonte de preocupação, fala em movimentos de terras, quedas de árvores, danos nos pisos das artérias e inundações.

“[Isto] nas zonas de leito de cheias quer do Leça quer das demais ribeiras”, lê-se no ponto de situação, que acrescenta que “o Serviço Municipal de Proteção Civil e a Polícia Municipal da Maia, em coordenação com outras unidades orgânicas do Município, estão no terreno, quer em monitorização permanente quer na tomada de medidas que permitam atenuar riscos e danos, quer em pessoas quer em bens”.

Neste concelho, cerca das 13:15, encontravam-se cortadas ao trânsito as ruas da Arroteaça, Rodrigo Gonçalves Lage, das Margaridas e Agostinho da Silva Rocha, junto à rotunda Maiajardim, bem como o túnel do Aeroporto.

Viseu, Porto, Vila Real, Viana do Castelo, Aveiro e Braga estão esta terça-feira em aviso laranja devido à chuva "persistente e por vezes forte", adiantou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

A chuva persistente vai continuar a atingir nos próximos dias o continente, sobretudo no Norte e Centro, zonas onde já se verifica um excesso de acumulação de água devido ao mau tempo, disse à Lusa a meteorologista Alexandra Fonseca.

A depressão Marta já deixou o território português e deslocou-se para Leste, mas o território do continente continua a ser influenciado por outras depressões que se estão a formar mais a Norte no Atlântico e será ainda atravessado por ondulações frontais que estão associadas a essas depressões, explicou a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recomendou aos cidadãos que, nos próximos dias, evitem atividades perto do mar e de rios, circulem com cautela em áreas arborizadas e não atravessem zonas inundadas.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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