Caudal do Douro está estável mas água deve inundar margens esta semana

Caudal do Douro está estável mas água deve inundar margens esta semana
| Porto
Porto Canal/Agências

A situação no rio Douro “está equilibrada”, mas estima-se que a água volte à margem esta semana, disse o comandante adjunto da Capitania do Douro, elogiando a ativação dos Planos Municipais de Emergência do Porto e de Gaia.

Num ponto de situação à agência Lusa, cerca das 07h30, Pedro Cervaens referiu que o rio, que chegou a inundar as zonas de Miragaia e Ribeira, o Porto, e Afurada, em Vila Nova de Gaia, na última sexta-feira, tem-se mostrado “estável” com “situação equilibrada” e uma cota “não muito elevada”, mas “sempre a exigir “muita atenção”.

“Acredito que se mantiver a chuva como está agora durante o dia vai subir. Temos um fenómeno neste momento, as águas mortas. Ou seja, as marés atualmente são marés baixas. Comparativamente com a semana passada, temos uma diferença de mais de um metro de altura, portanto esta semana temos uma almofada para o mesmo caudal. Isto não quer dizer que a água não atinja [a margem]. Acredito que pelo menos Miragaia possa ser atingida por água”, resumiu.

O município do Porto terá ativo até às 23:59 de domingo o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil (PMEPC), após o Governo ter colocado 48 concelhos em situação de contingência devido à ocorrência ou risco elevado de cheias e inundações, conforme foi noticiado na segunda-feira.

Também Vila Nova de Gaia ativou até domingo o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil (PMEPC), lê-se num despacho datado de sábado e publicado na segunda-feira no ‘site’ da autarquia.

“Vários municípios implementaram o Plano Municipal de Emergência o que é bom porque facilita a articulação entre as várias entidades. Era algo que já estava a acontecer, mas isso formaliza e obriga naturalmente as pessoas a cumprirem com os procedimentos que cada plano tem”, referiu o comandante adjunto da Capitania do Douro.

O mau tempo com muita chuva, vento e agitação marítima levou a Capitania do Douro a ativar o alerta vermelho para risco de cheias.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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