Intervenção de emergência no quebra-mar danificado de Leixões deve custar 20 milhões de euros
Porto Canal/Agências
A intervenção de emergência para reparar o quebra-mar exterior do porto de Leixões, danificado pelo mau tempo, deve custar cerca de 20 milhões de euros e iniciar-se nos próximos dias, disse fonte da administração portuária.
De acordo com uma resposta da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) a questões da Lusa, "o custo da intervenção de emergência para conter a degradação do molhe por ação do mar e de reposição integral do manto de proteção do quebra-mar e reposição do muro cortina (...) deverá rondar os 20 milhões de euros".
Segundo a mesma fonte, a APDL está "em processo de mobilização de equipamentos, meios técnicos e materiais necessários para dar início à primeira intervenção na zona afetada", com o objetivo de "travar a progressão da deterioração do molhe", sendo para tal "indispensável que se verifiquem condições favoráveis de agitação marítima, o que até ao momento ainda não aconteceu".
"A intervenção avançará assim que essas condições o permitam, prevendo-se que tal possa ocorrer durante este fim de semana ou no início da próxima semana", refere a administração portuária liderada por João Pedro Neves.
Já as intervenções estruturais de reposição "deverão decorrer durante a primavera e o verão marítimo de 2026", e "não se antecipa que estas operações venham a provocar constrangimentos relevantes no funcionamento do porto ou na entrada e saída de navios".
Na semana passada, os danos causados no muro-cortina do quebra-mar exterior do Porto de Leixões, em Matosinhos, devido à agitação marítima causada pela tempestade Kristin agravaram-se, mas a segurança e navegação não estão comprometidas, adiantou a administração portuária.
“Na sequência das recentes condições muito adversas de agitação marítima e atmosférica verificadas no país, registou-se um agravamento dos danos no muro-cortina do quebra-mar exterior Norte do Porto de Leixões, inicialmente provocados pela tempestade Kristin”, assinalou a APDL em comunicado.
Contudo, os danos causados não comprometem as condições de segurança, nem a navegabilidade da barra de Leixões, mantendo-se a navegação em plena normalidade, apontou.
“A APDL está a acompanhar as previsões do estado do mar, com o objetivo de implementar o mais rapidamente possível uma intervenção de reposição do manto de proteção do quebra-mar exterior de Leixões, garantindo a reposição das condições estruturais adequadas”, contou.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal continental na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
