Amarante corta acessos a parques de estacionamento e ruas próximas do Tâmega

Amarante corta acessos a parques de estacionamento e ruas próximas do Tâmega
Imagem: DR
| Norte
Porto Canal/Agências

A Proteção Civil de Amarante cortou, esta quinta-feira, os acessos a dois parques de estacionamento e a ruas próximas da zona ribeirinha devido ao aumento do caudal do rio Tâmega, que já galgou as margens, disse o vereador Ricardo Vieira.

“O rio ainda não chegou à Rua 31 de Janeiro, mas já cortamos o acesso a essa rua. E há carros estacionados na zona, mas já está articulado com a GNR para contactar os proprietários através das matrículas” para que sejam retirados, disse o vereador da Proteção Civil de Amarante, num ponto de situação feito à agência Lusa cerca das 12h30.

O aumento do caudal do rio Tâmega (afluente do Douro) também já motivou o fecho dos parques de estacionamento do Rossio e da Rua Alexandre Herculano, acrescentou o autarca.

Segundo Ricardo Vieira, a barragem de Daivões, que fica em Ribeira de Pena, a montante de Amarante já no distrito de Vila Real, atingiu 98% da sua capacidade, enquanto a barragem do Torrão, entre as freguesias de Alpendorada (Marco de Canaveses) e de Rio de Moinhos (Penafiel), no distrito do Porto, estará a libertar mais de 1.000 metros cúbicos por segundo, mas ainda tem capacidade.

“Mas as escorrências entre as duas fazem com que a matemática não garanta uma combinação completamente boa. Temos de contar com outros rios além do Tâmega, portanto é provável que aqui o rio continue a subir, mas está tudo acautelado. A Câmara de Amarante colocou contentores na rua para que os comerciantes da zona ribeirinha acautelem os seus pertences. O risco de integridade física acho que não se coloca”, disse o autarca.

Portugal continental está a ser afetado pela depressão Leonardo, prevendo-se até sábado chuva persistente e por vezes forte, queda de neve, vento e agitação marítima forte, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

Há uma semana o país foi atingido pela depressão Kristin, que atingiu sobretudo a região Centro e levou à morte de dez pessoas, à destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações.

Há ainda a registar centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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