Coliseu do Porto cumpre 85 anos em 2026 com ópera, comédia e homenagem a Ary dos Santos

Coliseu do Porto cumpre 85 anos em 2026 com ópera, comédia e homenagem a Ary dos Santos
Foto: DR
| Porto
Porto Canal/Agências

O Coliseu do Porto promete um 2026 intenso em número de espetáculos com uma aposta na ópera, musicais, comédia e uma homenagem a Ary dos Santos, anunciou esta terça-feira a sala portuense.

Em comunicado, o Coliseu do Porto revelou que o ano de 2026 é um dos “mais intensos de sempre em número de espetáculos” e vai haver um “reforço” na ópera e nos musicais, mas também em concertos de todos os géneros na Sala Principal e no novo Coliseu Box, bem como em espetáculo de “bailados, teatro, dança, comédia, propostas infantojuvenis e no circo”.

A homenagem ao poeta Ary dos Santos está agendada para 25 de setembro, quando o Coliseu organizará um concerto de homenagem para assinalar os 90 anos do nascimento do autor de centenas de letras de canções, da “Desfolhada” a “Os Putos”, e que lutou pela liberdade de Abril de 1974.

Na homenagem, o Coliseu conta com a Banda Sinfónica Portuguesa para tocar uma seleção de músicas de Ary, que serão cantadas por “algumas das maiores vozes da música nacional”, mas que a instituição só revelará quais são mais à frente.

A comédia é outra das apostas nos 85 anos do Coliseu e o mês de fevereiro arranca esta quarta-feira com o espetáculo “Criando Bragagem”, novo espetáculo de comédia da dupla de amigos Whindersson Nunes e Robson Sousa, que com humor vão abordar “as situações mais inusitadas que viveram enquanto rodavam o Brasil”, como se lê no ‘site’ do Coliseu do Porto.

O humor continua pelo mês de fevereiro adentro com “Baião D’Oxigénio” e o “Sexo e a Cidade”.

Fevereiro ainda tem espaço para o concerto de Rodrigo Leão, “O rapaz da montanha”, que foi adiado de 01 para 8 de fevereiro, o “Lagos dos Cisnes”, de Tchaikovsky interpretado pelo Ballet de Kiev (Ucrânia), “Canções de Amor”, do compositor e cantor Sérgio Godinho, e o musical “A Menina do Mar”, inspirado no conto infantil da escritora Sophia de Mello Breyner Anderson.

Em março o destaque da agenda do Coliseu vai para o espetáculo “Menopausa”, uma peça que retrata situações vividas por mulheres no seu “segundo ato de vida, através de cenas curtas e números musicais com várias personagens, divertidas, honestas e, por vezes, dramática”.

Outra das apostas para 2026 no Coliseu é a ópera que regressa a 27 de junho com Puccini, uma parceria – de várias - entre o Coliseu e o Teatro Nacional de São Carlos.

“Em palco, duas visões contrastantes da condição humana: a tragédia de ‘Suor Angelica’ e a pungente comicidade de ‘Gianni Schicchi’. Trata-se da segunda e terceira partes de ‘Il Trittico’ (1918), a trilogia operática de Giacomo Puccini”, explicou a sala da Rua Passos Manuel.

A parceria com o teatro nacional de ópera inclui também o espetáculo "Os Dias Levantados", do compositor António Pinho Vargas, em versão de concerto.

A 29 de outubro estreia-se uma nova produção da ópera “Rigoletto”, de Verdi, numa encomenda do Coliseu à Ópera na Academia e na Cidade, dirigida pelo maestro Ferreira Lobo.

Até ao final do ano haverá concertos com diversos artistas da cena nacional e internacional. Na cena nacional estão confirmados nome como Sérgio Godinho, Rodrigo Leão, Dealema, Carminho, Maro, Rita Rocha, António Zambujo, José Pinhal Post-Mortem Experience, Vizinhos, Em Casa D’Amália.

Internacionais estão confirmados Father John Misty, Alceu Valença, Rubel, Dominguinho, Diego Baliardo (Gipsy Kings), Baco Exu do Blues, Dilsinho e a despedida de Gilbert

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