CDU do Porto contra aumento da 2,8% na tarifa da água para 2026 decidida pela câmara

CDU do Porto contra aumento da 2,8% na tarifa da água para 2026 decidida pela câmara
| Porto
Porto Canal/Agências

A CDU/Porto criticou esta quinta-feira o aumento de 2,8% na tarifa da água para 2026 “decidida pela maioria de direita”, na terça-feira, na reunião da Câmara do Porto, por “penalizar as famílias, trabalhadores e pequenos consumidores”.

Na última reunião do executivo, a vice-presidente Catarina Araújo explicou aos vereadores que a proposta é de “ratificar” e não de aprovar a tarifa para o ano de 2026 porque esta resulta do que já estava previsto no “Contrato de Gestão Delegada” da Águas e Energia do Porto, para o quinquénio 2024-2028, assinado pelo município e pela empresa municipal em dezembro de 2024.

A vereadora disse tratar-se de uma atualização de 2,8%, em que 1,8% corresponde à taxa de inflação prevista para 2026 e 1% a “necessidades de investimento associadas às atividades da empresa”.

A CDU contrapõe e argumenta que a opção do executivo municipal de “avançar com este aumento, invocando critérios de sustentabilidade financeira e recuperação de gastos, revela uma visão tecnocrática e socialmente injusta, que transfere para os utilizadores o peso de opções políticas e de gestão que não questiona”.

Para sustentar o argumento, a coligação que reúne o PCP e o PEV rejeita a normalização de aumentos sucessivos nas tarifas de serviços públicos essenciais, quando “os salários e pensões continuam a perder poder de compra e muitas famílias enfrentam dificuldades reais para assegurar despesas básicas”.

No comunicado, a CDU enfatiza dispor o município de “instrumentos para proteger os consumidores domésticos e assumir uma política tarifária verdadeiramente progressiva”.

“Embora se anuncie a manutenção de tarifas especiais para famílias numerosas e a possibilidade de tarifas sociais, a verdade é que o aumento incide sobre a generalidade dos consumidores, incluindo agregados que, não sendo formalmente abrangidos por apoios sociais, vivem igualmente situações de grande fragilidade económica”, considera a CDU para quem “estas medidas são insuficientes e não compensam o impacto global do aumento”.

A terminar, a CDU reafirma que a gestão pública da água deve ser orientada por critérios de equidade social, garantindo “tarifas mais baixas nos primeiros escalões de consumo, um verdadeiro princípio de progressividade, penalizando consumos excessivos e não as necessidades básicas e o reforço do papel do município na proteção dos utilizadores, em vez da simples transposição de aumentos de custos para as faturas”.

Em 2025, a atualização tarifária tinha sido de 3,1%.

+ notícias: Porto

Câmara do Porto vota incorporar 98 milhões de euros no orçamento de 2026

O executivo da Câmara do Porto vai votar incorporar um saldo de gerência de 98 milhões de euros no orçamento municipal para 2026, que passará de 491,3 para 589,3 milhões de euros.

Câmara do Porto vota ceder espaço a associação Casa da Horta

A Câmara do Porto vai votar a cedência de um espaço à associação Casa da Horta, que ficou sem sede após a venda do prédio a uma sociedade imobiliária que não renovou o contrato de arrendamento.

Câmara do Porto vota mudar estatutos da STCP Serviços para torná-la exclusiva da cidade

A Câmara do Porto vai votar, na reunião privada de executivo de terça-feira, a alteração dos estatutos da STCP Serviços para a tornar exclusiva da cidade, na sequência da intenção de a transformar numa empresa municipal de mobilidade.