Autarcas contra encerramento parcial de balcão de Crédito Agrícola de Parada em Bragança

Autarcas contra encerramento parcial de balcão de Crédito Agrícola de Parada em Bragança
Imagem: Reprodução Google Maps
| Norte
Porto Canal/Agências

Vários autarcas de juntas de freguesia do concelho de Bragança estão indignados com o encerramento três dias por semana da agência da Caixa de Crédito Agrícola situada em Parada, relatou o presidente da junta de freguesia de Parada.

Este balcão, que permite atendimento ao público, estava aberto de segunda a sexta-feira, durante todo o dia. No entanto, o novo ano trouxe mudanças e passa a estar aberto apenas às terças e quintas-feiras, também todo o dia.

“Um elemento da direção informou-me, enquanto presidente da junta onde está localizado o balcão de atendimento, que ia encerrar três dias por semana, que ia apenas manter-se aberto dois dias”, devido “ao número de movimentos e atendimentos diários, rácios do banco, que não justificaria estar aberto os cinco dias”, contou à Lusa o autarca Herve Gonçalo.

Apesar de estar em Parada e servir os habitantes desta aldeia, que dista quase 30 quilómetros de Bragança, o balcão também é usado por moradores de mais de 10 localidades vizinhas: Paredes, Carocedo, Faílde, Pinela, Coelhoso, Paradinha Nova, Paradinha Velha, Grijó de Parada, Freixedelo, Valverde e Quinta de Montezinho.

“É um planalto bastante ativo em termos empresariais, desde a construção civil, IPSS [Instituições Particulares de Solidariedade Social] e algumas empresas de transformação, como fumeiro”, afirmou o autarca, alegando que a agência também é usada por muitos emigrantes no verão.

Esta redução de horário levou à criação de um abaixo-assinado, organizado pelas freguesias de Parada, Pinela, Coelhoso e Grijó de Parada, e já reúne “centenas de assinaturas”, de acordo com Herve Gonçalo.

“A Caixa de Crédito Agrícola ainda não nos deu qualquer informação sobre quais eram os movimentos diários ou semanais, ainda não nos deu nenhuma justificação em termos de números, para nós também analisarmos”, criticou.

Segundo Herve Gonçalo, esta sexta-feira, os presidentes de junta envolvidos e os responsáveis dos lares situados nestas localidades vão reunir-se com a administração do banco, com o intuito de mostrar a sua indignação, acreditando que a decisão ainda pode ser revertida.

“Penso que poderá ser [revertida a situação], os empresários e a sociedade civil manifestar que podem ir para outra entidade bancária, porque aquela já não presta o serviço que necessitam, principalmente a proximidade, ao virem a Bragança [ao banco] tanto podem ir à Caixa de Crédito Agrícola como a outra entidade bancária”, apontou.

O autarca adiantou ainda à Lusa que esta redução de horário não se verificou apenas na agência de Parada (Bragança), mas também na de Chacim (Macedo de Cavaleiros), onde estava aberta uma vez por semana e agora passa a abrir apenas meio-dia.

A Lusa contactou a Caixa de Crédito Agrícola, mas até ao momento não obteve esclarecimentos.

No concelho de Bragança, há a Caixa de Crédito Agrícola do Alto Douro, situada na cidade, e existem quatro agências, duas em Bragança, uma em Parada e outra em Izeda, segundo dados fornecidos no ‘site’ do banco.

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