Mensagem de Ano Novo: Candidatos presidenciais criticam e apontam falhas na mensagem de Marcelo

Mensagem de Ano Novo: Candidatos presidenciais criticam e apontam falhas na mensagem de Marcelo
Foto: Presidência da República
| Norte
Porto Canal/Agências

Os candidatos presidenciais António Filipe, Catarina Martins e André Ventura criticaram e apontaram hoje falhas à mensagem de Ano Novo do Presidente da República por não ter falado de problemas que afetam os portugueses.

Catarina Martins, apoiada pelo Bloco de Esquerda, criticou Marcelo por “olhar” para o Portugal de há 125 anos, citando um texto de Eça de Queiroz, sublinhando ter faltado “uma palavra” sobre os problemas na saúde, e as horas de espera nos hospitais, ou o custo de vida.

“Talvez por estar em final de mandato [o Presidente] não tenha querido fazer uma mensagem mais direcionada aos problemas concretos. Faltou uma palavra para o desespero que vimos nestes dias no acesso à saúde, por exemplo, que continua a ser uma das questões mais complicadas do nosso país, ou o custo de vida”, disse a eurodeputada, numa declaração transmitida pelas televisões.

“Precisamos de olhar para o futuro, como Marcelo disse, fazer diferente para termos melhor futuro”, concluiu.

António Filipe, apoiado pelo PCP, afirmou que a mensagem de otimismo de Marcelo Rebelo de Sousa para o futuro não se vai concretizar na saúde, nas leis laborais, que ameaçam mais precariedade, ou na educação.

Para que 2026 “possa ser melhor para a esmagadora maioria dos portugueses, é preciso que haja uma mudança política em questões fundamentais da política nacional”, disse.

António Filipe criticou Marcelo pela “absolvição total das causas da grave situação a que o país chegou e que afeta, de facto, os direitos dos portugueses e representam um grave incumprimento da Constituição em aspetos fundamentais”.

O líder do Chega e candidato a Presidente da República, André Ventura, elogiou a forma “neutral” e “objetiva” feita por Marcelo Rebelo de Sousa quanto ao “diagnóstico” do estado do país, mas considerou que, tal como no restante mandato, faltou ”a capacidade de intervenção e ação política”.

“Os portugueses não precisam de um Presidente que faça diagnósticos e análises”, apontou, criticando a postura de “analista” do atual chefe de Estado e defendendo que o país “precisa de um Presidente” interventivo e que “tome “decisões difíceis”.

Na sua última mensagem de Ano Novo como chefe de Estado, feita em direto a partir do Palácio de Belém, Marcelo Rebelo de Sousa manifestou hoje o desejo de que 2026 seja um ano com mais saúde, educação, habitação, justiça, tolerância e concordância em Portugal, com ainda mais emprego e menos pobreza.

O Presidente disse esperar, em termos globais, "um ano com mais desenvolvimento, mais justiça, mais liberdade, mais igualdade, mais solidariedade".

"O mesmo desejo vale para nós, vale para Portugal. Ano novo, vida nova. Também com mais saúde, mais educação, mais habitação, mais justiça, ainda mais crescimento, ainda mais emprego e menor pobreza e desigualdade", acrescentou, pedindo também "mais tolerância, mais concordância" e "sentido de coesão nacional".

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