Comunidade Intermunicipal de Aveiro congratula-se com fim das portagens na A25
Porto Canal/Agências
O presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA) afirmou-se esta quinta-feira satisfeito pela isenção das portagens da Autoestrada 25 (A25) que restavam na região.
Reagindo à aprovação, em sede do Orçamento do Estado para 2026 (OE2026), do fim das portagens entre Aveiro e Angeja, incluindo no “nó do estádio”, Jorge Almeida disse receber a notícia “com grande satisfação”, apesar do voto contrário do PSD e CDS-PP, partidos a que lideram as câmaras da região.
“Era o que todos queríamos”, disse à Lusa Jorge Almeida, que é também presidente da Câmara de Águeda.
O parlamento aprovou na quarta-feira duas propostas do PS para isentar de portagens a totalidade da A25 Costa da Prata e Beiras Litoral e Alta, e em dois troços da A6 e A2, no Alentejo.
No caso da A25, haverá isenção “em toda” a extensão da autoestrada, prevê-se na norma aprovada esta quinta-feira durante a votação na especialidade do OE2026.
Parte da A25 não implica custos para os utilizadores, mas “restou um pequeno troço onde se manteve a cobrança de portagens, pelo que se propõe agora corrigir esta incongruência, eliminando as portagens na totalidade da autoestrada A25”, justificou a bancada socialista na iniciativa.
O presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro considera, no entanto, que é preciso também repor o limite de velocidade para 120 quilómetros/hora na A25, que foi recentemente fixado em 100 quilómetros/hora.
“Não vejo razão para tal limite de velocidade, nomeadamente entre Aveiro e Angeja, quando a descida do limite de velocidade máxima não foi aplicada a outras autoestradas do país com características semelhantes”, disse, considerando a medida “inexplicável”.
“Quando pessoas minimamente informadas não conseguem entender é porque a justificação é pouco objetiva, estranha e difícil de justificar", estando "mal explicado", declarou o autarca.
