Vereador do PS na Câmara do Porto acusa ministro de ver a VCI “a partir de Cascais”

Vereador do PS na Câmara do Porto acusa ministro de ver a VCI “a partir de Cascais”
Foto: Pedro Benjamim | Porto Canal
| Porto
Porto Canal/Agências

O vereador socialista na Câmara do Porto Manuel Pizarro acusou o ministro das Infraestruturas de ver a VCI “a partir de Cascais”, após anúncio da eliminação de portagens para pesados na CREP à hora de ponta.

“Ora, o que o ministro veio anunciar foi a redução parcial das portagens para pesados na Circular Regional Exterior do Porto (CREP) em horários que não sei quem validou. (…) Horários que, aliás, revelam total desconhecimento sobre o que se passa na VCI [Via de Cintura Interna]. Porque acreditar que a VCI não tem problemas de excesso de tráfego depois das 19h00 é só mesmo para quem vê a VCI a partir de Cascais”, acusou esta terça-feira o vereador socialista Manuel Pizarro, em declarações à Lusa à margem da reunião privada de executivo.

Já o vereador único do Chega, Miguel Corte-Real, reconheceu que a medida isoladamente “não traz ainda toda a mudança [necessária]” para aliviar o trânsito na VCI, mas considerou que a mesma terá vantagens.

Na segunda-feira, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, anunciou na sede da Área Metropolitana do Porto (AMP) que, "a partir do próximo dia 1 de março, os veículos pesados deixarão de pagar portagem na Circular Regional Exterior do Porto [CREP, autoestrada A41] em dois períodos horários”, designadamente entre as 07h00 e as 10h00 e entre as 16h00 e as 19h00, para aliviar o trânsito na VCI.

Pinto Luz classificou o trânsito na VCI como “o maior problema de tráfego" do país, não havendo "algo sequer comparável com mais nenhuma via na Área Metropolitana de Lisboa ou noutra zona do país".

O tema não constava na ordem de trabalhos da reunião privada do executivo desta terça-feira, mas foi levantado pela oposição, composta por cinco vereadores do PS e um vereador do Chega.

À Lusa, Pizarro classificou o anúncio como “mais uma mistificação do que uma medida para ter impacto real”, já que considerou que são necessárias “duas medidas articuladas” para a questão da VCI: A eliminação de portagens para os pesados na CREP sem restrição de horários, mas também a retirada de portagens na A4 entre Matosinhos e a Maia.

Evocando estudos feito pela Infraestruturas de Portugal (IP), o socialista sugeriu que a medida anunciada por Pinto Luz (que custará 10 milhões por ano) deveria custar menos e que esta serve para fingir que o ministro “vai dar uma grande prenda ao Porto” e, dentro de alguns meses, vai-se verificar que não teve “impacto nenhum”.

“A VCI tem um enorme defeito: estar a mais de 300 quilómetros de Lisboa”, atirou.

Já Miguel Corte-Real, do Chega, realçou que é necessário “começar por algum lado” para aliviar o trânsito na VCI e que, nesse sentido, esta decisão de isentar camiões de portagens é “uma primeira boa medida”.

“Existem muitos outros aspetos que devem ser considerados” para resolver os problemas de trânsito na cidade, ressalvou, lembrando que, em campanha para as autárquicas, todos os candidatos “atribuíram culpas de muitos dos problemas de trânsito à gestão dos semáforos”.

Corte-Real revelou ainda à Lusa ter questionado o presidente da autarquia, Pedro Duarte, se pretende acabar com a isenção de taxas à Metro do Porto, à semelhança da medida tomada pelo seu homólogo de Gaia, e que o mesmo lhe garantiu que não.

“Todos os municípios querem ter o metro na sua cidade, porque o metro é um bem comum, é um serviço comum e é uma mais-valia. E, portanto, o que nós queremos é ter metro na cidade do Porto. A questão das taxas não nos preocupa”, acrescentou.

O presidente da autarquia, Pedro Duarte, não prestou declarações no final da reunião do executivo.

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