Vila Real prevê um investimento de 35 milhões de euros em três escolas do concelho
Porto Canal/Agências
A Câmara de Vila Real prevê um investimento de 35 milhões de euros na reabilitação de três edifícios escolares nos próximos anos e planeia também intervir no conservatório de música, que é escola pública desde 2024.
O presidente da Câmara de Vila Real, Alexandre Favaios, disse que o plano de investimentos, a concretizar a curto e médio prazo, inclui a recuperação de três edifícios escolares.
O autarca antecipa que o projeto final e o concurso público para a obra de reabilitação da Escola Secundária Camilo Castelo Branco sejam aprovados em reunião de câmara no dia 9 de dezembro.
“E que melhor notícia, no ano em que Vila Real faz 100 anos de elevação a cidade e Camilo Castelo Branco faz 200 anos do seu nascimento, do que podermos ter esta intervenção?”, realçou.
Incluída no mapa de intervenções consideradas muito urgentes (P1), num acordo celebrado pelo Governo PS de António Costa e que envolveu a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), a obra na escola secundária está estimada em cerca de 18 milhões de euros.
O projeto prevê manter a traça original do edifício escolar, localizado no centro histórico de Vila Real, e inclui a construção de um pavilhão desportivo, que é uma reivindicação antiga desta comunidade escolar.
Alexandre Favaios explicou que, para além de dar resposta à atividade letiva, o pavilhão vai também servir os clubes e associações da cidade.
Segundo o autarca, esta intervenção vai “permitir melhorar as condições do ensino e aprendizagem” neste “espaço que é emblemático” na cidade.
Para as escolas consideradas urgentes (P2), foi lançado um aviso a 29 de outubro.
Alexandre Favaios disse que nesta listagem estão mais duas escolas do concelho: a EB 2,3 Monsenhor Jerónimo do Amaral e a secundária Morgado Mateus, que se localizam junto uma à outra, pelo que se optou por fazer um só projeto de intervenção que “permita compatibilizar a utilização de espaços comuns por parte dos dois edifícios”.
Em cada uma das escolas serão melhoradas as condições de aprendizagem, os espaços desportivos e verdes envolventes.
“Também resolvendo um problema crónico que é o acesso de autocarros, àquela zona, para criar melhores condições de segurança na tomada e largada de alunos”, referiu.
Alexandre Favaios disse que esta intervenção está estimada em mais de 15 milhões de euros e que, neste momento, o projeto está em fase de elaboração.
Entretanto, a autarquia tem também em curso estudos preliminares para a requalificação da EB 2,3 Diogo Cão, esperando que “o Estado central mantenha a sua palavra de, depois dos avisos para as P1 e a P2, abra um aviso direcionado para as P3, na qual a Diogo Cão se inclui”.
Fora deste mapeamento está o Conservatório de Vila Real, que é considerado uma escola pública desde 2024.
Este é, de acordo com Alexandre Favaios, um “projeto diferenciado”, porque o edifício já é propriedade do município, sendo preciso requalificar e resolver algumas dificuldades e carências ali existentes em resultado, também, do aumento do número de alunos.
“O edifício terá que ser ajustado à nova realidade que é a de termos não apenas o ensino artístico da música, mas também já estar a iniciar o ensino artístico do teatro”, referiu, reforçando que só a partir de 2024 esta escola passou a ser pública, e por isso mesmo é que ela não está mapeada e precisa de um “tratamento também específico” por parte do Governo.
Outra ambição da câmara passa pela aquisição de um edifício contíguo para a ampliação do conservatório.
Este edifício pertence à Câmara de Vimioso, com quem o município de Vila Real “está em negociações”.
