Reforçado serviço rodoviário alternativo ao comboio entre Marco de Canaveses e Régua
Porto Canal/Agências
O serviço rodoviário alternativo ao comboio da Linha do Douro, encerrada para obras entre Marco e Régua, foi reforçado com mais uma viagem direta, passando a estar disponíveis 26 viagens diárias nos dois sentidos, informou esta terça-feira a CP.
A circulação ferroviária na Linha do Douro entre o Marco de Canaveses (Porto) e o Peso da Régua (Vila Real) está suspensa durante cinco meses, desde 3 de novembro e até abril, para a realização de obras de modernização e eletrificação deste troço.
A CP disse à agência Lusa que o serviço rodoviário de substituição implementado levou em consideração as necessidades dos passageiros que utilizam a Linha do Douro em época de baixa procura.
Referiu ainda que foi preparada uma “oferta ajustada à duração do percurso e paragens que garantam a mobilidade regional e uma ligação direta e mais rápida, pela Autoestrada 4 (A4), entre Caíde e Régua, para assegurar as deslocações mais longas”.
Entretanto, a Câmara do Peso da Régua, no distrito de Vila Real, disse que, na sequência dos contactos estabelecidos entre o município, a CP e a Infraestruturas de Portugal (IP), após alertas para alguns constrangimentos causados pela alteração de horários, passou a estar disponível, desde segunda-feira, um serviço adicional de transporte alternativo.
Ou seja, está a ser realizada mais uma ligação direta em autocarro, via autoestrada, em dias úteis, com partida da estação de Caíde às 07h30 e chegada à estação da Régua às 08h45.
“Desta forma, consideramos que o serviço fica mais ajustado às necessidades da maioria dos seus utilizadores, permitindo-lhes manter a sua rotina profissional”, acrescentou o município.
No total, segundo a CP, estão a ser realizadas, no sentido Marco de Canaveses-Régua, 14 viagens por dia: sete com paragem em todas as localidades e sete de serviço direto, sem paragens.
Já no sentido inverso, o serviço rodoviário de substituição conta com 12 viagens por dia: sete com paragem em todas as localidades e cinco de serviço direto.
De acordo com a empresa, os locais de paragem foram definidos levando em conta a acessibilidade às estações/apeadeiros, para que o acesso entre autocarro e comboio seja "simples e seguro", facilitando o transbordo de passageiros e a redução do tempo total de viagem.
A capacidade dos autocarros varia entre os 50 lugares e os 28/30 lugares, dependendo se são diretos ou se fazem paragem em todas as estações.
A CP acrescentou que os horários dos autocarros foram também elaborados de modo a garantir as ligações aos comboios entre a Régua e o Pocinho e entre o Porto e Marco Canaveses/Caíde.
A IP e a CP, num comunicado conjunto divulgado em outubro, explicaram que a interrupção é necessária, particularmente para a execução de trabalhos de reforço estrutural e rebaixamento da plataforma ferroviária em seis túneis, no âmbito da empreitada de modernização da Linha do Douro.
A obra envolve a beneficiação, reforço estrutural e o rebaixamento da plataforma ferroviária nos seis túneis existentes ao longo deste troço, com particular destaque para a intervenção no Túnel do Juncal, o segundo maior da Rede Ferroviária Nacional, com 1.624 metros de extensão.
A empreitada prevê a eletrificação integral do troço, com cerca de 47 quilómetros, foi adjudicada por 110,7 milhões de euros e prevê-se que os trabalhos decorram durante três anos.
A eletrificação da Linha do Douro está concluída até Marco de Canaveses.
A Linha Ferroviária do Douro liga o Porto ao Pocinho (171,522 quilómetros) e há vários anos que é defendida a eletrificação de toda a via, bem como a reabertura do troço entre o Pocinho (Vila Nova de Foz Côa) e Barca d’Alva (Figueira de Castelo Rodrigo), desativado em 1988.
