Operação Lex. Presidente do Supremo justifica gastos com imagem a transmitir

Operação Lex. Presidente do Supremo justifica gastos com imagem a transmitir
Foto: Lusa
| País
Porto Canal/Agências

O presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) justificou esta quinta-feira a despesa com o julgamento da Operação Lex com o desejo de não parecer que os arguidos, incluindo ex-juízes desembargadores, estão a ser julgados na primeira instância.

"Por que é que eu não fui para Expo [Parque das Nações, onde funcionam os tribunais criminais de Lisboa]? Porque não quis que desse a imagem que aquelas pessoas estavam a ser julgadas na primeira instância. Isto é, as pessoas têm de ser julgadas num sítio com dignidade", explicou João Cura Mariano, à margem do XIX Encontro Anual do Conselho Superior da Magistratura, em Setúbal.

Por terem sido juízes desembargadores, o ex-presidente do Tribunal da Relação de Lisboa, Luís Vaz das Neves, e outros dois ex-desembargadores, Rui Rangel e Fátima Galante, estão a ser julgados com outras 13 pessoas no STJ, decorrendo a maioria das sessões nas instalações do antigo Tribunal Militar de Lisboa.

Em entrevista divulgada esta quinta-feira no jornal Público e na Rádio Renascença, João Cura Mariano estimou que tal tenha um custo para o STJ de 750 a 1.000 euros por dia, entre o arrendamento do espaço ao Exército, custos das obras para a sua reativação e alojamento de um dos juízes conselheiros do caso, residente no Porto.

Lembrando que o STJ tem "um salão de cerimónias" mas não uma sala de julgamento, o presidente deste órgão insistiu esta quinta-feira, à margem do evento do CSM, que o Tribunal Militar de Lisboa "é o melhor que se pode" num país em que os "tribunais não têm as condições ideais".

"O Ministério da Justiça não tem recursos, eu também tenho alguma autonomia financeira e portanto posso. Claro que estamos a fazer ali grandes sacrifícios, porque implica muitas despesas", disse.

Questionada pela Lusa sobre a decisão, a ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, contrapôs que o STJ tem uma sala de audiências e foram disponibilizadas outras, mas ressalvou que não lhe compete gerir o orçamento do tribunal presidido por João Cura Mariano.

O julgamento da Operação Lex começou em 29 de setembro, tendo a primeira sessão decorrido no STJ, no Terreiro do Paço, e as seguintes no Tribunal Militar de Lisboa, no Campo de Santa Clara.

Entre os 16 arguidos, estão, além dos três ex-juízes desembargadores, o ex-presidente do Benfica Luís Filipe Vieira e o empresário do futebol José Veiga.

Em causa estão, em geral, crimes de corrupção, abuso de poder, branqueamento de capitais e fraude fiscal, entre outros.

+ notícias: País

FC Porto vai ter jogo difícil frente a Belenenses moralizado afirma Paulo Fonseca

O treinador do FC Porto, Paulo Fonseca, disse hoje que espera um jogo difícil em casa do Belenenses, para a 9.ª jornada da Liga de futebol, dado que clube "vem de uma série de resultados positivos".

Proteção Civil desconhece outras vítimas fora da lista das 64 de acordo com os critérios definidos para registar os mortos dos incêndios na região centro

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) disse hoje desconhecer a existência de qualquer vítima, além das 64 confirmadas pelas autoridades, que encaixe nos critérios definidos para registar os mortos dos incêndios na região centro.

FC Porto em sub17 recebe e vence Padroense 2-1

A equipa de Sub-17 do FC Porto recebeu e bateu este domingo o Padroense (2-1), no Olival, em jogo da 11.ª jornada da 2.ª fase do Campeonato Nacional de Juniores B. Francisco Ribeiro (41m) e Pedro Vieira (62m) assinaram os golos dos Dragões, que mantêm a liderança da série Norte, com 28 pontos, mais três do que o Sporting de Braga.