CDU exige reposição do grupo de trabalho de acompanhamento de obras do metrobus no Porto

CDU exige reposição do grupo de trabalho de acompanhamento de obras do metrobus no Porto
Foto: Pedro Benjamim | Porto Canal
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Porto Canal/Agências

A CDU do Porto exigiu esta quarta-feira a reposição do Grupo de Trabalho de Acompanhamento das Infraestruturas de Transporte Público (GT-AITP) na Assembleia Municipal, após criticar a retoma das obras do metrobus e alterações à linha de alta velocidade.

Num comunicado enviado esta quarta-feira às redações, a CDU (coligação PCP/PEV), que terá dois eleitos na Assembleia Municipal do Porto, aponta que "nos últimos tempos têm vindo a público preocupantes notícias sobre as infraestruturas de transporte na cidade do Porto".

Em primeiro lugar, refere "as propostas de alteração apresentadas pelo consórcio vencedor do concurso de concepção e construção da linha de TGV [linha de alta velocidade], quer no que diz respeito à travessia do Douro, quer à forma de atravessamento da cidade, designadamente quanto à adaptação da Estação de Campanhã e da sua zona envolvente".

"Igualmente preocupante é o reinício das obras da segunda fase do metrobus da Boavista, sem que seja do conhecimento público se houve alterações efectivas ao projecto contestado pelo município do Porto e sem que se saiba quando a primeira fase entrará em funcionamento", aponta ainda.

Para a CDU, "estas notícias tornam-se ainda mais graves num momento em que a cidade atravessa um processo de alteração dos seus órgãos autárquicos, na sequência das eleições de 12 de outubro — situação que não pode ser aproveitada para a tomada de decisões irreversíveis, sem a intervenção dos legítimos representantes da cidade e da sua população".

Assim, a CDU considera "fundamental" que os temas "sejam apreciados, com urgência, pelos órgãos autárquicos".

"Em particular, o seu Grupo na Assembleia Municipal irá propor que o Grupo de Trabalho de Acompanhamento das Infraestruturas de Transporte Público (GT-AITP) seja imediatamente recomposto e retome os seus trabalhos", refere ainda.

As obras da segunda fase do metrobus do Porto, suspensas pela nova administração da Metro do Porto em outubro, recomeçaram na segunda-feira na Avenida da Boavista, entre o Rosário e a Fonte da Moura, confirmou fonte da transportadora.

"Está a ser intervencionado o troço já iniciado entre o Colégio do Rosário e [a Avenida do Dr.] Antunes Guimarães", disse à Lusa fonte oficial da Metro do Porto.

Quanto ao projeto da linha de alta velocidade, de acordo com a Carta Síntese de Impactos presente no Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (RECAPE), e segundo uma contabilização dos impactos diretos ao longo do traçado, nem todas perfeitamente visíveis no mapa, haverá pelo menos 64 afetações diretas de casas em Vila Nova de Gaia e 45 no Porto, que devem significar a sua demolição e, quanto a empresas, 22 em Gaia e cinco no Porto.

O consórcio AVAN Norte, responsável pelo troço Porto-Oiã da linha de alta velocidade, confirma, no projeto de execução, a previsão de demolição de casas na Rua da China e Travessa Presa de Agra, em Campanhã, consultou a Lusa.

"Na Rua da China e Travessa da Presa da Agra é afetado um conjunto de construções habitacionais com estruturas similares, mas níveis de acabamentos e estados de conservação diversos, com vistas sobre o rio Douro, Gaia e Gondomar", pode ler-se no RECAPE do troço Porto-Oiã (Oliveira do Bairro), da linha de alta velocidade Porto-Lisboa.

O consórcio construtor da linha de alta velocidade fez também alterações ao projeto da estação de Campanhã, no Porto, abandonando a ideia de estação-ponte totalmente abrigada, propondo agora uma passagem superior "ventilada naturalmente" e mais estreita, ainda que coberta.

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