Consórcio do TGV também fez alterações ao projeto da estação de Campanhã no Porto

Consórcio do TGV também fez alterações ao projeto da estação de Campanhã no Porto
| Porto
Porto Canal/Agências

O consórcio construtor da linha de alta velocidade fez alterações ao projeto da estação de Campanhã, no Porto, abandonando a ideia de estação-ponte totalmente abrigada, propondo agora uma passagem superior "ventilada naturalmente" e mais estreita, ainda que coberta.

"A solução da fase de concurso baseava-se num edifício-ponte monumental", refere o consórcio AVAN Norte no Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (RECAPE), em consulta pública até 11 de novembro, considerando que seria "uma estrutura de grande escala que arriscava criar uma rutura com o contexto envolvente".

O consórcio defende agora que "a solução atual desenvolve-se em dois edifícios principais, a nascente e a poente, cujas dimensões e disposição dialogam de forma mais coesa com a malha urbana existente".

"A passagem pedonal superior, com áreas de espera abertas, é ventilada naturalmente", pode ler-se no documento, defendendo que "garante também melhores condições de conforto térmico em períodos de calor", embora nada refira acerca do frio.

Na prática, o que seria uma passagem superior sobre as linhas totalmente abrigada e com vários equipamentos de apoio, incluindo comerciais, passará a estar parcialmente exposta aos elementos, especialmente ao vento.

O projeto de execução, tal como já tinha sido previsto no caderno de encargos da Infraestruturas de Portugal (IP), também não prevê a cobertura total dos cais de embarque nos comboios.

Além destas alterações, o consórcio AVAN Norte (Mota-Engil, Teixeira Duarte, Alves Ribeiro, Casais, Conduril e Gabriel Couto) tem também a "intenção de pedonalizar e arborizar toda a praça poente frente ao edifício de estação novecentista, demolindo uma das rampas de acesso viário ao parque de estacionamento aí existente".

Pretende ainda avançar, como já estava previsto, com a "demolição do edifício 'torre do relógio' existente e implantado em diagonal", e ainda com a "implantação clássica do novo edifício nascente e do edifício torre de serviços, mais próxima e paralela, contígua às linhas e cais da estação".

Está também previsto "dotar a estação de Campanhã duma nova praça a nascente, interligando a Rua Pinheiro de Campanhã e a nova 'Via Corniche'", faseando a construção em duas fases: primeiro sem a demolição da moagem Ceres (já com a linha de alta velocidade em operação) e, já com aquela unidade industrial desativada, "redefine-se o traçado da Rua Pinheiro de Campanhã com o seu perfil final mais largo e de traçado reto, e é concluído o segundo tramo da ‘Via Corniche’, incluindo ponte sobre a linha d’água e a sua extensão para sul".

Com a pedonalização e arborização da praça em frente ao edifício histórico da estação, também os táxis serão relocalizados para a nova praça nascente, na Rua Pinheiro de Campanhã, que depois ocupará o traçado que pertencia ao ramal da Alfândega.

A estação proposta vai dividir-se em quatro edifícios principais: os edifícios poente (no atual terminal Douro e Minho) e nascente, com áreas públicas de espera, circulação e comércio, a torre de 17 pisos (a nascente) para instalações da IP e escritórios, a passagem superior pedonal com um "grande coberto central" aberto e as praças poente e nascente, incluindo parque de estacionamento para 620 lugares a oriente.

Em contraste com os 620 lugares previstos para automóveis, haverá 30 lugares para "estacionamento seguro para bicicletas junto à praça da estação" poente, e "uma segunda área junto à entrada do metro com 10 lugares". Já na praça nascente "haverá 10 lugares de estacionamento para bicicletas, bem como um serviço de autorreparação de bicicletas e um lugar de estacionamento para trotinetes", referindo ainda o documento mais 30 lugares no parque subterrâneo.

A primeira fase (Porto-Soure) da linha de alta velocidade em Portugal deverá estar pronta em 2030, estando previsto que a segunda fase (Soure-Carregado) se complete em 2032, com ligação a Lisboa assegurada via Linha do Norte.

Já a ligação do Porto a Vigo, na Galiza (Espanha), prevista para 2032, terá estações no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, Braga, Ponte de Lima e Valença (distrito de Viana do Castelo).

No total, segundo o anterior governo, os custos do investimento no eixo Lisboa-Valença rondam os sete a oito mil milhões de euros.

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