Candidata do PTP ao Porto diz que sinaleiros melhoram trânsito e economizam energia

Candidata do PTP ao Porto diz que sinaleiros melhoram trânsito e economizam energia
| Porto
Porto Canal/Agências

A cabeça de lista do Partido Trabalhista Português (PTP) à Câmara do Porto disse esta sexta-feira que a sua proposta de regresso dos polícias sinaleiros permitirá criar mais emprego, melhorar a circulação do trânsito e economizar energia.

Maria Amélia Costa, que falava no âmbito de uma visita à PSP do Porto na qual previa reunir-se com os responsáveis, mas por desencontro de agendas não aconteceu, salientou que, “como os semáforos são movidos a energia, teremos também uma redução da despesa” com polícias sinaleiros nas ruas.

“Temos aqui vários aspetos a favor [dos polícias sinaleiros] e, por essas razões, eu acho que a cidade vai ficar melhor servida com este serviço e, certamente, também ao nível da segurança”, uma vez que a presença de um polícia, ainda que adstrito a outras funções, poderá funcionar como “dissuasor” de eventuais ilícitos.

Questionada sobre a falta de efetivos que tem sido admitida pelos dirigentes da PSP, a candidata do PTP defendeu a “contratação de mais polícias” para responder de forma “mais adequada e ajustada” às necessidades da cidade do Porto.

Com a reunião que tinha previsto realizar esta sexta-feira com o comandante metropolitano da PSP do Porto, Maria Amélia Costa pretendia obter esclarecimentos sobre a segurança na cidade e sobre os locais mais problemáticos, e também sobre o que poderia ser feito para melhorar e contribuir para que o sentimento de insegurança fosse reduzido.

“Nós percebemos que alguns locais precisam de proximidade, nomeadamente das forças de segurança, quando ocorrem alguns problemas, nomeadamente em relação à toxicodependência”, disse.

Maria Amélia Costa considerou ainda que, atualmente, existe “um sentimento de insegurança que faz com que as pessoas acreditem que a cidade não é segura, mas isso não corresponde à realidade, os dados disponibilizados pelas forças de segurança que atuam na cidade provam isso mesmo. O que não significa, contudo, que não haja locais problemáticos”.

“É por isso que defendo que alguns agentes da PSP deveriam ser desligados de algumas funções para exercerem essa categoria de polícia sinaleiro, reorganizando a cidade e o trânsito, mas também para melhorar a segurança. E se aumentarmos mais o corpo da PSP, poderemos, efetivamente, mudar esse sentimento de insegurança dos portuenses”, acrescentou.

Concorrem à Câmara do Porto Manuel Pizarro (PS), Diana Ferreira (CDU - coligação PCP/PEV), Nuno Cardoso (Porto Primeiro - coligação NC/PPM), Pedro Duarte (coligação PSD/CDS-PP/IL), Sérgio Aires (BE), o atual vice-presidente Filipe Araújo (Fazer à Porto - independente), Guilherme Alexandre Jorge (Volt), Hélder Sousa (Livre), Miguel Corte-Real (Chega), Frederico Duarte Carvalho (ADN), Maria Amélia Costa (PTP) e Luís Tinoco Azevedo (PLS).

O atual executivo é composto por uma maioria de seis eleitos do movimento de Rui Moreira e uma vereadora independente, sendo os restantes dois eleitos do PS, dois do PSD, um da CDU e um do BE.

As eleições autárquicas realizam-se a 12 de outubro.

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