Filipe Araújo acusa Pedro Duarte de aproveitamento político do abate de árvores no Porto

Filipe Araújo acusa Pedro Duarte de aproveitamento político do abate de árvores no Porto
Foto: Pedro Benjamim | Porto Canal
| Porto
Porto Canal/Agências

O candidato autárquico ao Porto Filipe Araújo (independente) acusou esta terça-feira Pedro Duarte (PSD/CDS-PP/IL) de fazer aproveitamento político do abate de árvores nas obras do metrobus na Boavista, assegurando que no final haverá mais exemplares plantados.

"O Pedro Duarte, quando foi da petição [lançada em maio contra abate de árvores e em defesa da ciclovia junto do Parque da Cidade], esqueceu-se de informar os portuenses sobre o facto de a Câmara Municipal, e eu próprio, em conjunto com o presidente da Câmara [Rui Moreira], batermos o pé e já termos exigido a manutenção das árvores em frente ao Parque da Cidade", disse esta terça-feira à Lusa Filipe Araújo.

Pedro Duarte defendeu esta terça-feira que "não pode haver obras na cidade nas costas" da autarquia, responsabilizando os serviços ambientais, tutelados pelo adversário Filipe Araújo, pelo abate de árvores para o metrobus.

"Se for ver as notícias que são dadas, e a Metro do Porto, pelo menos em dois sítios eu já vi, até diz qual é a data em que a Câmara Municipal tinha começado a pedir as alterações ao projeto. A petição surge muito depois. Claramente que houve um aproveitamento político como está a haver neste tema do metrobus", sustentou Filipe Araújo à Lusa.

O candidato pelo movimento independente Fazer à Porto, e também vice-presidente da câmara municipal com o pelouro do Ambiente e Transição Climática, disse ainda que "se fosse pela Metro, nas várias obras que tem pela cidade", tanto na Linha Rosa como no metrobus, "as árvores tinham ido todas ao ar, tinha sido uma razia de árvores".

"Eu fui das pessoas que lutou pela manutenção das árvores centenárias do [Jardim do] Carregal, lutei pela manutenção das árvores na rotunda da Boavista e também junto ao Parque da Cidade", frisou Filipe Araújo.

Quanto à segunda fase do metrobus, o candidato independente refere que "a avenida vai, no final, ficar com mais árvores, 190 novas árvores, num saldo positivo de 114 árvores", num total de 344, e "em locais onde há condições para as ter e em segurança".

"A maioria das árvores em causa agora nesta fase até ao Parque da Cidade, 76, são árvores que estão decrépitas e põem em risco, também, a segurança", sendo "espécies frágeis por natureza e também apresentam riscos de queda de ramos e instabilidade do tronco", aponta.

Assegurou ainda que as "novas árvores a serem plantadas por parte do metrobus vão ser de outras espécies muito mais robustas do que estas que demonstram fragilidades".

"O que eu tenho visto nesta campanha é uma deturpação das realidades. Eu não posso aceitar isto", aponta.

Em causa está o início das obras da segunda fase do metrobus do Porto, que arrancaram em 22 de setembro, precisamente no troço referido no ofício e deixando de fora o troço junto ao Parque da Cidade, cuja revisão foi pedida pela Câmara do Porto para preservar a ciclovia e as árvores daquele troço em abril.

Um mês depois, o candidato autárquico Pedro Duarte (PSD/CDS-PP/IL), que na segunda-feira interpôs uma providência cautelar para travar as obras, encabeçou uma petição que pedia, precisamente, a revisão do projeto em moldes similares dos da Câmara do Porto.

As obras já levaram ao abate de árvores, que é público desde o dia 27 de agosto, conforme noticiou então a Lusa.

Concorrem à Câmara do Porto Manuel Pizarro (PS), Diana Ferreira (CDU - coligação PCP/PEV), Nuno Cardoso (Porto Primeiro - coligação NC/PPM), Pedro Duarte (coligação PSD/CDS-PP/IL), Sérgio Aires (BE), o atual vice-presidente Filipe Araújo (Fazer à Porto - independente), Guilherme Alexandre Jorge (Volt), Hélder Sousa (Livre), Miguel Corte-Real (Chega), Frederico Duarte Carvalho (ADN), Maria Amélia Costa (PTP) e Luís Tinoco Azevedo (PLS).

O atual executivo é composto por uma maioria de seis eleitos do movimento de Rui Moreira e uma vereadora independente, sendo os restantes dois eleitos do PS, dois do PSD, um da CDU e um do BE.

As eleições autárquicas realizam-se a 12 de outubro.

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