Nuno Cardoso quer transformar antigo casão militar em hotel social no Porto

Nuno Cardoso quer transformar antigo casão militar em hotel social no Porto
| Porto
Porto Canal/Agências

O cabeça de lista da candidatura Porto Primeiro - Nuno Cardoso (coligação NC/PPM) prometeu esta terça-feira recuperar um antigo casão militar na Rua da Boavista, no Porto, transformando-o num hotel social para acolher pessoas sem-abrigo.

Em declarações aos jornalistas à margem da reunião com os “Cidadãos de 1.ª”, um grupo de pessoas em situação de sem-abrigo da cidade do Porto, o antigo presidente da Câmara do Porto afirmou tratar-se de “um prédio devoluto há cerca de 30 anos” que parte dos “equipamentos que estão abandonados pelo Estado português” que quer reivindicar.

“No casão militar vamos fazer um hotel social para dar a primeira resposta a quem, por azar, cai nessa situação”, afirmou Nuno Cardoso que, sem divulgar o montante necessário para a recuperação do imóvel, estima “que seja uma obra para estar pronta num período de três a quatro meses”.

Questionado sobre quantos sem-abrigo há atualmente no Porto, Nuno Cardoso passou a resposta ao porta-voz do “Cidadãos de 1.ª”, Emídio Costa, que, citando “números da Câmara do Porto” disse serem “cerca de 1400”.

A 18 de junho, o vereador da coesão social da Câmara do Porto, Fernando Paulo, deu nota da existência de 600 pessoas a viver em situação de sem-abrigo, sendo que, “destas, pouco mais de 200 estão nas ruas, sem teto”, para além das pessoas que “vivem em situação de vulnerabilidade social e migrantes”.

Nuno Cardoso retomou a conversa com os jornalistas para assegurar que “ninguém vai passar a dormir na rua”, que vão “ter soluções” e que conta com o grupo de pessoas com quem reuniu esta terça-feira, “porque eles são a primeira linha de contacto entre a câmara e as pessoas carenciadas”.

O candidato comprometeu-se ainda a, uma vez eleito presidente da Câmara do Porto, garantir passes gratuitos para todos os sem-abrigo da cidade, possibilitando-lhes a mobilidade para, por exemplo, procurarem emprego.

“Isto são tostões num orçamento municipal, ainda para mais a Sociedade de Transportes Coletivos do Porto [STCP] é, agora, maioritariamente, da Câmara do Porto. São, de facto, verbas irrelevantes”, respondeu sobre quanto pesaria no orçamento do município.

E prosseguiu: “se forem 1400 passos gratuitos, podem fazer as contas, 40 euros vezes 1400 é muito pouco [56 mil euros por mês]. Mas o que é importante é sabermos que há vontade por parte destes cidadãos de primeira de se reintegrar na sociedade”.

O atual executivo é composto por uma maioria de seis eleitos do movimento de Rui Moreira e uma vereadora independente, sendo os restantes dois eleitos do PS, dois do PSD, um da CDU e um do BE.

Concorrem à Câmara Municipal do Porto Manuel Pizarro (PS), Diana Ferreira (CDU - coligação PCP/PEV), Nuno Cardoso (Porto Primeiro - coligação NC/PPM), Pedro Duarte (coligação PSD/CDS-PP/IL), Sérgio Aires (BE), o atual vice-presidente Filipe Araújo (Fazer à Porto - independente), Guilherme Alexandre Jorge (Volt), Hélder Sousa (Livre), Miguel Corte-Real (Chega), Frederico Duarte Carvalho (ADN), Maria Amélia Costa (PTP) e Luís Tinoco Azevedo (PLS).

As eleições autárquicas realizam-se a 12 de outubro.

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