Corte-Real critica Câmara do Porto por inação no combate à droga no Clube Fluvial
Porto Canal/Agências
O candidato do Chega à Câmara do Porto criticou esta terça-feira a autarquia por não combater com mais policiamento o tráfico e consumo de droga junto ao Clube Fluvial, cuja estrutura sofreu vandalismos e cujos sócios sentem medo.
“O Clube [Fluvial] tem a piscina com os tetos a ficarem partidos e rachados, por causa de pedras que são lançadas por comunidades de consumo [de droga] que se juntam e que depois lançam garrafas. Tem terrenos circundantes, como os terrenos da bomba [de combustível] da BP ou os terrenos da saída do parque do Fluvial que têm, de uma forma constante, consumo e tráfico de droga e, portanto, o Clube hoje vive com medo desta envolvente”, denunciou o candidato do Chega Miguel Corte-Real.
Em declarações à Lusa, à margem de uma visita ao centenário Clube do Fluvial do Porto, fundado em 1876, e que conta com cerca de 3500 sócios ativos, o candidato do Chega relatou histórias de pessoas que, alegadamente, "entraram armadas” no Fluvial e que “instalaram pânico no clube".
“E o que é que a Câmara [do Porto] faz? Nada”, criticou Miguel Corte-Real, observando que é preciso conhecer os “problemas e admitir que eles existem” e depois “ter mais polícia na rua” e “mais patrulhamento”.
“Nós já dissemos que a Polícia Municipal [do Porto] tem hoje um corpo excelente de profissionais da PSP e o que temos de fazer no imediato é garantir que todos os agentes da PSP estão na rua e no patrulhamento e garantir que os vamos tirar das secretárias”, acrescentou.
Corte-Real afirmou que a “pequena criminalidade” existe no Bairro da Pasteleira Nova e que o Clube do Fluvial “é uma vítima real de que existe” essa criminalidade.
Questionada pela Lusa, Susana Costa, responsável da comunicação do Clube Fluvial, confirmou que os episódios de vandalismo junto do Fluvial “pioraram desde o início do verão”, especificando que há principalmente “violência visual, violência olfativa”.
“O perigo que representa para a saúde pública o que se passa aqui à volta e, consequentemente, o medo que as pessoas acabam por ter em vir para esta zona, em deixar que os filhos venham sozinhos, cria constrangimentos familiares, porque um jovem com 14 anos podia vir sozinho de casa para a piscina, mas os pais não se sentem confiantes para deixarem”, explicou.
Para Corte-Real, a prioridade é “trabalhar com as instituições e os clubes da cidade”.
“Só assim é que nós conhecemos verdadeiramente os problemas. O que se passa nesta bomba [de combustível da BP] descreve bem o que se passa na cidade. Está à vista de todos, mas basta que se escondam atrás de uma árvore que já ninguém vê. E por ninguém ver, acham que já não têm de resolver. Esse é o grande problema da cidade”, apontou Corte-Real, reiterando críticas à Câmara do Porto.
“Os portuenses sabem que, se quiserem que a cidade continue igual, que os problema de segurança continuem iguais, que os problemas de trânsito continuem iguais, que os problemas de habitação continuem iguais, têm três candidaturas da continuidade onde votar”, referindo-se a Filipe Araújo, do movimento independente Fazer à Porto, Manuel Pizarro (PS) e Pedro Duarte (PSD/CDS-PP/IL) .
Por outro lado, “se quiserem uma candidatura com uma verdadeira mudança, que olha para os problemas sem complexos ideológicos, que olha para os problemas como eles são e com soluções e com vontade de os resolver, pode olhar para a nossa candidatura”, acrescentou.
O atual executivo municipal é liderado por Rui Moreira e conta com uma maioria constituída por seis vereadores do seu movimento independente, além de uma vereadora independente. Os restantes assentos estão distribuídos por partidos nacionais: dois do Partido Socialista, dois do PSD, um da CDU e um do Bloco de Esquerda.
Concorrem à Câmara do Porto Manuel Pizarro (PS), Diana Ferreira (CDU - coligação PCP/PEV), Nuno Cardoso (Porto Primeiro - coligação NC/PPM), Pedro Duarte (coligação PSD/CDS-PP/IL), Sérgio Aires (BE), o atual vice-presidente Filipe Araújo (Fazer à Porto - independente), Guilherme Alexandre Jorge (Volt), Hélder Sousa (Livre), Miguel Corte-Real (Chega), Frederico Duarte Carvalho (ADN), Maria Amélia Costa (PTP) e Luís Tinoco Azevedo (PLS).
As eleições autárquicas realizam-se a 12 de outubro.
