Candidato do Volt no Porto estima investir entre 22 ME e 65 ME em mobilidade suave
Porto Canal/ Agências
O candidato do Volt à Câmara do Porto, Guilherme Alexandre Jorge estimou este sábado investir entre 22 milhões de euros e 65 milhões de euros em bicicletas e ciclovias no próximo mandato para estimular a mobilidade suave.
Em declarações à Lusa antes de participar, no Porto, na Kidical Mass, movimento internacional em defesa do espaço público que hoje voltou a sair à rua de bicicleta, no Grande Porto, para reivindicar ruas mais seguras para crianças e jovens, o candidato estima que a compra de bicicletas e a construção de ciclovias representará um custo de cerca de 70 euros/ano por portuense.
“Nas nossas contas, podemos ter um plano conservador, médio e ambicioso, sendo que o conservador seria 22 milhões [de euros] no total dos quatro anos do mandato, o plano médio seria de 65 milhões [de euros] e o mais ambicioso de 178 milhões, ambos igualmente pelo tempo de duração do próximo mandato”, elencou.
Assumindo não haver verba para a versão mais dispendiosa, a aposta será numa das outras estimativas, acreditando Guilherme Alexandre Jorge que, “a partir do momento em que começarem a mudar a cidade e a mostrar resultados, as pessoas exigirão mais investimentos destes”.
Questionado de onde retiraria esses valores do orçamento municipal, o candidato lembrou que já há investimento e que é uma questão de “ir equilibrando”, enfatizando que, para o Volt, “as prioridades são os transportes públicos, porque são mais acessíveis a toda a gente, inclusive às pessoas mais idosas, mas logo a seguir estão as bicicletas”.
“Temos que criar essa infraestrutura e muita da infraestrutura pode ser partilhada. As paragens de autocarros, as faixas bus, por exemplo, podem ter ao lado estacionamentos seguros para bicicletas e depois na faixa bus ser partilhado com as bicicletas também. Muito do investimento é comum, não temos que vê-lo necessariamente de uma forma separada”, argumentou.
Outro exemplo da partilha de sinergias, explicou, está na vontade do Volt de criar “um sistema público de bicicletas em que as pessoas se podem encontrar em várias partes da cidade, como já acontece com as trotinetes, bicicletas que estejam integradas no cartão Andante, para as pessoas poderem, por exemplo, fazer o derradeiro percurso até ao trabalho, assim diminuindo o tráfego de automóveis na cidade”.
Guilherme Alexandre Jorge admitiu haver um problema de civismo na cidade na forma como se lida com trotinetes e, por isso, defende que, “nas escolas, em tudo o que é aula de educação física, comece desde os primeiros anos a ser ensinado às crianças o que é o ciclismo”.
Concorrem à Câmara do Porto Manuel Pizarro (PS), Diana Ferreira (CDU - coligação PCP/PEV), Nuno Cardoso (Porto Primeiro - coligação NC/PPM), Pedro Duarte (coligação PSD/CDS-PP/IL), Sérgio Aires (BE), o atual vice-presidente Filipe Araújo (Fazer à Porto - independente), Guilherme Alexandre Jorge (Volt), Hélder Sousa (Livre), Miguel Corte-Real (Chega), Frederico Duarte Carvalho (ADN), Maria Amélia Costa (PTP) e Luís Tinoco Azevedo (PLS).
O atual executivo é composto por uma maioria de seis eleitos do movimento de Rui Moreira e uma vereadora independente, sendo os restantes dois eleitos do PS, dois do PSD, um da CDU e um do BE.
As eleições autárquicas realizam-se a 12 de outubro.
