Festival de música erudita regressa a Bragança com concerto na basílica de Outeiro

Festival de música erudita regressa a Bragança com concerto na basílica de Outeiro
Foto: CM Bragança
| Norte
Porto Canal/Agências

O festival de música erudita Bragança Classicfest começa a 27 de setembro e decorre até 12 de outubro, com estreia na Basílica de Santo Cristo de Outeiro, anunciou o diretor artístico, em conferência de imprensa.

O festival começou em 2021, no Teatro Municipal de Bragança, mas também com passagens por igrejas da cidade, e tem vindo a "reafirmar Bragança como destino cultural de excelência", atraindo públicos de outros países, segundo a organização.

Nesta edição, pela primeira vez, um dos concertos, o de abertura, acontecerá numa aldeia: Em Outeiro, a Basílica de Santo Cristo, monumento nacional desde 1927, será palco do ensemble Arte Minima, sob a direção de Pedro Sousa Silva.

"O público vai sentir que não é mais um concerto, mas que há uma atenção grande a estas povoações que estão injustamente esquecidas e com falta de acesso a eventos de excelência", salientou o diretor artístico, Filipe Pinto-Ribeiro.

O Bragança Classicfest, no total, contará com oito concertos, um deles na basílica, mas os restantes decorrerão no Teatro Municipal de Bragança e no Convento de São Francisco. São esperadas a Orquestra Sinfónica do Principado das Astúrias, "uma das mais destacadas formações espanholas", com o maestro português Nuno Coelho, e a Orquestra Philharmonia Frankfurt, "em estreia em Portugal", com o maestro Juri Gilbo e com o solista Vladislav Lavrik, "um dos maiores trompetistas da atualidade".

Segundo Filipe Pinto-Ribeiro, todos os espetáculos do festival são únicos, o que quer dizer que "as orquestras vêm tocar propositadamente a Bragança", o que o torna "muito especial".

Cinco dos concertos têm entrada gratuita, nomeadamente o de abertura e o do dia 1 de outubro, Dia Mundial da Música. "Tem a ver com o serviço público de cultura, porque a missão de um teatro municipal é dar a conhecer novos artistas, trazer digressões consagradas, mas é também possibilitar que todas as pessoas possam vir ao teatro e não só as chamadas elites", vincou o diretor do Teatro Municipal de Bragança, explicando que é preciso levantar os bilhetes na bilheteira, para controlo de lugares.

De acordo com João Cristiano Cunha, a taxa de ocupação dos espetáculos, nas edições anteriores, rondou os 96%, com públicos da região, do país, mas também do estrangeiro. "Vem público de Espanha, mas também de Itália, França e Alemanha, porque seguem os artistas de música erudita e aproveitam para fazer turismo cultural e conhecerem um país novo", adiantou.

Esta quinta edição contará ainda com "a violinista suíça Esther Hoppe, o violetista norueguês Lars Anders Tomter e o violoncelista suíço Christian Poltéra", mas também filhos da terra, como o violinista brigantino David Seixas.

Além dos concertos para todos os públicos, o Bragança Classicfest tem ainda ‘masterclasses’ dedicadas aos estudantes de música da região.

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