Iniciativa Liberal quer transformar Braga na "Capital do Norte"

Iniciativa Liberal quer transformar Braga na "Capital do Norte"
Foto: CM Braga
| Política
Porto Canal/Agências

A candidatura da Iniciativa Liberal (IL) à Câmara de Braga tem como desígnio a afirmação daquela cidade como “Capital do Norte”, segundo o programa eleitoral, a que a Lusa este domingo teve acesso.

O programa destaca ainda a “ambição” de construção de 10 mil habitações no espaço de uma década, ao abrigo de um plano integrado de expansão urbana que contempla a criação de duas novas centralidades, uma a norte e outra a oeste.

“Braga Capital do Norte é um projeto sério de afirmação política e não deve ser confundido com um qualquer delírio bairrista. Braga Capital do Norte é uma cidade que se quer posicionar como um ponto de convergência regional, mas que quer sobretudo liderar a nível nacional em áreas essenciais para a sua competitividade global”, afirma a candidatura, liderada por Rui Rocha.

A IL defende, desde logo, que Braga deve assumir a liderança do processo político de constituição de uma nova Área Metropolitana com os concelhos mais urbanizados da região.

“Só os quatro maiores concelhos, Braga, Guimarães, Barcelos e Famalicão, concentram cerca de 600 mil habitantes, uma das densidades populacionais mais elevadas do país, com uma malha urbana contínua, interdependente, e com uma forte complementaridade económica”, justifica.

No domínio da habitação, a IL propõe-se criar 10 mil novas casas numa década, com base no princípio “um município, três cidades”, sustentado num novo plano integrado de expansão urbana para Braga e o alargamento de uma para três “cidades”.

Essas três cidades são, explica a IL, a já existente, com história, comércio e cultura; a Augusta, a nova cidade decorrente do desenvolvimento a norte (variante do Cávado), uma cidade de média densidade, de elevadíssima qualidade urbanística, com parques, natureza, proximidade do rio Cávado e novos equipamentos públicos; e a Bracara, a nova cidade decorrente da expansão urbanística a Oeste (estação alta velocidade, Ferreiros, Semelhe), uma cidade de elevada densidade de construção, com serviços de mobilidade de grande capacidade e que integrará um novo polo de negócios e inovação.

“Com este projeto de sistematização e planeamento de novas áreas de expansão, Braga terá um projeto de transformação urbana com uma escala suficientemente grande para que consigamos recuperar do enorme défice de construção dos últimos anos e atrair para Braga o volume de investimento privado indispensável à concretização dessas 10.000 novas casas”, refere a IL.

Para os liberais, Braga, com este planeamento abrangente, “conseguirá combinar maior rapidez na construção de novas habitações com melhor qualidade dos espaços públicos e com a perspetiva de poder crescer simultaneamente em dimensão, competitividade económica e qualidade de vida”.

Licenciamentos para habitação em 90 dias, uma rede de metro de superfície como linha dorsal da nova mobilidade na cidade e uma ligação ferroviária Barcelos-Braga-Guimarães são outras das propostas da IL.

Criar um novo polo de negócios e inovação (Brain: Bracara Innovation District), implementar o programa “Complicação Zero” para reduzir a burocracia e investir mais um milhão de euros por ano em segurança (designadamente com a duplicação do número de operacionais da Polícia Municipal, permitindo-lhe uma atuação contínua) são outros compromissos da IL.

A candidatura de Rui Rocha quer ainda construir um eixo pedonal e ciclável entre Gualtar e Avenida Central, reorganizar os serviços municipais e criar o Laboratório da Inovação Autárquica.

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