Seis candidatos já na corrida para suceder a Ricardo Rio em Braga
Porto Canal/Agências
A corrida à Câmara de Braga tem já seis candidaturas anunciadas, sendo certo que o município passará obrigatoriamente a ter um novo presidente, por força da lei de limitação de mandatos que impede Ricardo Rio de se recandidatar.
A João Rodrigues, advogado de 37 anos e vereador desde 2017, cabe a tarefa de tentar manter a liderança do município nas mãos da coligação Juntos por Braga, composta por PSD, CDS-PP e PPM.
Transporte gratuito para todos os residentes no concelho é uma das suas bandeiras eleitorais, a par da construção da circular externa de Braga.
Rodrigues promete ainda a criação de um “verdadeiro programa” de construção de habitação a preços acessíveis para a classe média e a plantação de 100 mil novas árvores no concelho.
O PS, por sua vez, aposta no ex-secretário de Estado das Comunidades António Braga para tentar reconquistar a Câmara de Braga, que perdeu em 2013, após um “reinado” de 37 anos de Mesquita Machado.
Antigo inspetor de Educação, António Braga tem 72 anos e estava afastado da vida política desde 2012, quando perdeu as eleições para a concelhia de Braga do PS.
O candidato socialista já manifestou a vontade de criar a Área Metropolitana de Braga, que poderá ser alargada aos distritos de Viana do Castelo e Vila Real.
António Braga também já disse que, se ainda for a tempo, poderá suspender o projeto do BRT (metrobus), por considerar que vai entupir ainda mais o trânsito, porque exige uma via dedicada.
Pelo Chega, vai correr Filipe Aguiar, um empresário de 54 anos que é o atual presidente da concelhia de Braga e vice-presidente da distrital.
O candidato aponta como prioridades para Braga a transparência digital, com os munícipes a terem acesso direto, em tempo real, às despesas e às receitas do executivo, e o desenvolvimento económico, com a redução do IMI e a criação de um polo tecnológico no concelho.
Na área da segurança, propõe a elaboração de um sistema de câmaras de vigilância permanente.
A Iniciativa Liberal (IL) escolheu o seu antigo líder Rui Rocha para número um na corrida à Câmara de Braga.
Rui Rocha, 55 anos, deputado na Assembleia da República, aponta como uma das suas propostas a criação de uma nova Área Metropolitana do Minho e transformar Braga na “capital do Norte”.
A mobilidade, com destaque para o metro de superfície, e a ligação ferroviária entre Barcelos, Braga e Guimarães é outra das suas prioridades, a par da eficiência autárquica, com a criação de uma equipa de intervenção direta na dependência do presidente da câmara.
Anunciada também está a candidatura do movimento independente “Amar e servir Braga", liderada pelo arqueólogo Ricardo Silva, de 44 anos, que está a cumprir o terceiro mandato consecutivo como presidente da Junta de Freguesia de São Victor, em Braga.
Em 2013 e 2017, foi eleito nas listas de uma coligação liderada pelo PSD com CDS-PP e PPM e em 2021 avançou como independente.
Ricardo Silva já disse que a “governação de proximidade” será a sua marca.
Sobre a mobilidade, que vê como um dos principais problemas da cidade, o candidato defendeu que Braga precisa do BRT [metrobus], mas também de outras infraestruturas assentes na ferrovia e de boas políticas de transportes.
A CDU (PCP/PEV) escolheu João Baptista, engenheiro civil de 52 anos e deputado na Assembleia Municipal de Braga.
Apontando a habitação e a mobilidade como os principais problemas do concelho, o candidato comunista defende o reforço da frota dos Transportes Urbanos de Braga, a construção da variante do Cávado, a defesa de uma ligação ferroviária entre Braga e Guimarães e a criação de um passe único intermodal regional.
Atualmente, o executivo de Braga é composto por seis eleitos da coligação liderada pelo PSD, quatro do PS e um da CDU.
A coligação Juntos por Braga tem maioria absoluta na Assembleia Municipal.
Com uma área de 183,40 quilómetros quadrados, o concelho de Braga tem cerca de 201.500 habitantes e à volta de 167.700 eleitores.
As eleições autárquicas estão marcadas para 12 de outubro.
