Expropriações da linha de alta velocidade Porto-Oiã terão caráter de urgência

Expropriações da linha de alta velocidade Porto-Oiã terão caráter de urgência
| Porto
Porto Canal/Agências

As expropriações para a linha ferroviária entre o Porto e Oiã (Oliveira do Bairro), da primeira parceria público-privada (PPP) da alta velocidade, terão caráter de urgência, segundo o contrato de concessão.

"São de utilidade pública, com caráter de urgência, todas as expropriações efetuadas por causa, direta ou indireta, da Concessão", pode ler-se no contrato de concessão assinado entre a Infraestruturas de Portugal (IP) e o consórcio AVAN Norte (ex-LusoLav: Mota-Engil, Teixeira Duarte, Alves Ribeiro, Casais, Conduril e Gabriel Couto), publicado na quarta-feira no portal de contratação pública Base.

Segundo o contrato, no valor de mais de 1,6 mil milhões de euros, compete à concessionária, entre várias atribuições, "conduzir e realizar os processos expropriativos" como "entidade expropriante em nome do Estado", suportando "todos os custos inerentes" e "o pagamento das indemnizações ou outras compensações decorrentes das expropriações", tendo em consideração "o que se encontra estabelecido na DIA [Declaração de Impacto Ambiental] e no DCAPE [Decisão sobre a Conformidade Ambiental do Projeto de Execução]".

A concessionária compromete-se também, "em conjunto com os proprietários dos imóveis expropriados e em presença de um representante do Concedente [IP], ao levantamento dos autos de delimitação relativos a cada parcela expropriada e à demarcação dos terrenos", feita "com marcos de delimitação de terrenos indicando 'Património do Estado' ou 'PE'".

Na parte da responsabilidade social e ambiental do concessionário e do relacionamento com as populações e demais interessados, a concessionária está obrigada a "assegurar a divulgação e a gestão da comunicação nas diferentes etapas do projeto" e ter um plano de comunicação.

Tem também de "manter um sítio de internet atualizado com toda a informação relevante para o público, designadamente sobre o decurso dos trabalhos e obras e os respetivos impactes e medidas de minimização", e "assegurar a efetiva e atempada prestação de esclarecimentos a entidades públicas e privadas, à comunicação social e à população relativas à Concessão, à evolução dos trabalhos e a questões relevantes".

Terá ainda de manter "pelo menos um centro de atendimento fixo na Estação de Campanhã e um centro de atendimento itinerante que percorra as restantes sedes de concelho dos municípios atravessados", incluindo "uma exposição sobre o projeto, atendimento, personalizado e informação relevante sobre a Concessão, incluindo sobre o processo expropriativo", e ainda "criar uma linha de atendimento telefónico gratuita em que seja disponibilizada informação relevante sobre a concessão".

Também está obrigada a "publicitar antecipadamente, nos órgãos de comunicação social, nacional e local, e através de informação entregue nas caixas de correio" sobre atividades que possam provocar incómodos, e ainda produzir um jornal bimensal "com informação sobre a evolução dos trabalhos, para distribuição nas caixas de correio dos residentes das áreas próximas à linha".

Tem ainda de "promover e facilitar a realização de reuniões, sessões de esclarecimento públicas e visitas à obra das entidades públicas e privadas, dos residentes em áreas próximas ao traçado e da comunicação social, local e nacional, sempre que se justifique", realizando ainda inquéritos de satisfação a residentes e potenciais afetados.

O consórcio AVAN Norte tem em análise 130 demolições em Vila Nova de Gaia, planeando submeter o relatório público do projeto este mês, disse um administrador à Lusa, estando prevista uma apresentação pública ainda em setembro.

Este troço atravessa ainda o concelho do Porto, e, no distrito de Aveiro, Espinho, Ovar, Santa Maria da Feira, Albergaria-a-Velha, Estarreja, Oliveira de Azeméis, Aveiro e Oliveira do Bairro.

A linha de alta velocidade ligará o Porto e Lisboa em uma hora e 15 minutos, com paragem possível em Gaia, Aveiro, Coimbra e Leiria.

+ notícias: Porto

Câmara do Porto vota incorporar 98 milhões de euros no orçamento de 2026

O executivo da Câmara do Porto vai votar incorporar um saldo de gerência de 98 milhões de euros no orçamento municipal para 2026, que passará de 491,3 para 589,3 milhões de euros.

Câmara do Porto vota ceder espaço a associação Casa da Horta

A Câmara do Porto vai votar a cedência de um espaço à associação Casa da Horta, que ficou sem sede após a venda do prédio a uma sociedade imobiliária que não renovou o contrato de arrendamento.

Câmara do Porto vota mudar estatutos da STCP Serviços para torná-la exclusiva da cidade

A Câmara do Porto vai votar, na reunião privada de executivo de terça-feira, a alteração dos estatutos da STCP Serviços para a tornar exclusiva da cidade, na sequência da intenção de a transformar numa empresa municipal de mobilidade.