Diana Ferreira (CDU) defende a construção de casas de renda “efetivamente acessível”

Diana Ferreira (CDU) defende a construção de casas de renda “efetivamente acessível”
| Porto
Porto Canal/Agências

A candidata da CDU à Câmara do Porto, Diana Ferreira, defendeu esta sexta-feira a construção de mais casas de renda “efetivamente acessível”, porque os preços das rendas atualmente praticados na cidade “não são aceitáveis”.

“A cidade do Porto está confrontada com a limitação e com a negação do direito à habitação”, disse a comunista no final de uma visita pelo centro histórico do Porto.

Acompanhada do secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, a candidata, de 43 anos, referiu que é “pelo direito pleno à cidade de quem cá mora e de quem cá trabalha” que quer a construção de mais habitação pública e de casas de renda apoiada e “efetivamente acessível”.

“Uma renda que ronde os 1000 euros por mês, está muito longe de ser uma renda acessível”, frisou.

Dizendo que é preciso travar a especulação imobiliária que existe na cidade “de forma bastante acelerada”, Diana Ferreira destacou que as rendas e os preços das casas aumentaram "brutalmente".

“Estamos a falar em média de um preço, dos últimos dados que consultámos, que ronda os quase três mil euros por metro quadrado na cidade do Porto”, apontou.

Em sua opinião, não podem continuar a proliferar alojamentos locais, nem hotéis.

Motivo pelo qual, a ex-deputada na Assembleia da República pretende ainda fomentar o regresso do comércio tradicional ao centro do Porto, apoiar as associações de moradores e os movimentos cooperativos.

Neste momento há, na sua visão, uma política direcionada a quem vem ocasionalmente ao Porto e não a quem mora na cidade.

Concorrem à Câmara Municipal do Porto Manuel Pizarro (PS), Diana Ferreira (CDU – coligação PCP/PEV), Nuno Cardoso (Porto Primeiro - coligação NC/PPM), Pedro Duarte (PSD/IL/CDS-PP), Sérgio Aires (BE), o atual vice-presidente Filipe Araújo (movimento independente), Guilherme Alexandre Jorge (Volt), Hélder Sousa (Livre), Miguel Corte-Real (Chega), Frederico Duarte Carvalho (ADN), Maria Amélia Costa (PTP) e Luís Tinoco Azevedo (Partido Liberal Social).

António Araújo, que também se candidatou ao Porto como independente, viu a sua candidatura ser rejeitada por falta de assinaturas e aguarda resposta do recurso que apresentou ao Tribunal Constitucional.

O atual executivo é composto por uma maioria de seis eleitos do movimento de Rui Moreira e uma vereadora independente, sendo os restantes dois eleitos do PS, dois do PSD, um da CDU e um do BE.

As eleições autárquicas estão marcadas para 12 de outubro.

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