Miguel Corte-Real propõe pagar as propinas aos alunos residentes no Porto

Miguel Corte-Real propõe pagar as propinas aos alunos residentes no Porto
| Porto
Porto Canal/Agências

O candidato do Chega à Câmara Municipal do Porto, Miguel Corte-Real, propôs-se esta quinta-feira, no setor da educação, a pagar as propinas aos alunos residentes e a estudar nas universidades da cidade.

Já aos estudantes do Porto a estudar fora da cidade e com aproveitamento escolar irá ser-lhes atribuída uma bolsa de mérito, referiu Miguel Corte-Real, em comunicado.

Além disso, o candidato à liderança da autarquia, atualmente liderada pelo independente Rui Moreira, pretende implementar sistemas de transporte escolar ou adaptar a rede da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) aos horários, percursos e contingências dos fluxos de estudantes.

Ainda no setor da educação, Miguel Corte-Real quer entregar o quartel do Monte Pedral, espaço com cerca de 25 mil metros quadrados no centro da cidade, a privados para construírem residências universitárias e habitação a custos acessíveis.

Melhorar as refeições escolares para o ensino obrigatório é outra das medidas que o cabeça de lista do Chega quer colocar em prática.

Atualmente, a câmara paga 2,10 euros por refeição escolar e, por este preço, é “impossível dar aos alunos refeições de qualidade”, frisou.

Entendendo que é preciso investir mais nas refeições escolares, sem que esse investimento se repercute no que os alunos pagam, o candidato garantiu que irá melhorar os menus, tornando-os mais nutritivos, completos e atraentes para os estudantes das escolas públicas do ensino obrigatório do Porto.

“Tendencialmente, as refeições serão confecionadas nas próprias escolas caso haja condições logísticas ou seja possível criá-las”, afirmou.

Estas medidas custarão anualmente cerca de 10 a 15 milhões de euros, revelou.

“O custo é inferior à coleta obtida com a taxa turística municipal (20,9 milhões em 2024)”, frisou.

Concorrem à Câmara Municipal do Porto Manuel Pizarro (PS), Diana Ferreira (CDU – coligação PCP/PEV), Nuno Cardoso (Porto Primeiro - coligação NC/PPM), Pedro Duarte (PSD/IL/CDS-PP), Sérgio Aires (BE), o atual vice-presidente Filipe Araújo (movimento independente), Guilherme Alexandre Jorge (Volt), Hélder Sousa (Livre), Miguel Corte-Real (Chega), Frederico Duarte Carvalho (ADN), Maria Amélia Costa (PTP) e Luís Tinoco Azevedo (Partido Liberal Social).

António Araújo, que também se candidatou ao Porto como independente, viu na sexta-feira a sua candidatura ser rejeitada por falta de assinaturas e aguarda resposta do recurso que apresentou ao Tribunal Constitucional.

O atual executivo é composto por uma maioria de seis eleitos do movimento de Rui Moreira e uma vereadora independente, sendo os restantes dois eleitos do PS, dois do PSD, um da CDU e um do BE.

As eleições autárquicas estão marcadas para 12 de outubro.

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