Governo prevê 931 milhões de euros para o porto de Leixões com novo terminal no molhe norte

Governo prevê 931 milhões de euros para o porto de Leixões com novo terminal no molhe norte
Foto: DR
| Porto
Porto Canal/Agências

O Governo prevê um investimento de 931 milhões de euros (ME) no porto de Leixões nos próximos 10 anos, com construção de um novo terminal de contentores no molhe norte, segundo a estratégia nacional Portos 5+.

De acordo com a estratégia, cuja resolução de Conselho de Ministros foi publicada na semana passada, dos 931 milhões de euros de investimento previstos até 2035, 219 milhões terão origem na autoridade portuária ou em fundos comunitários, e 712 milhões em empresas privadas.

"No porto de Leixões, a capacidade deverá aumentar 10 milhões de toneladas. Os maiores incrementos de capacidade ocorrerão na carga contentorizada com o novo Terminal de Contentores Norte, e na carga em sistema 'roll-on roll-off'" [carga móvel, como automóveis], pode ler-se na resolução do Conselho de Ministros publicada na terça-feira.

Em causa está a intenção de "construir um novo cais e ampliação de terraplenos no terminal de contentores Norte, através do lançamento de concurso público", a "ampliação do cais e terrappleno para carga 'roll-on roll-off'", a sul, a "reconversão do terminal petroleiro e novo centro inspetivo" ou a modernização de terminais de carga geral, granéis sólidos e alinhamento do muro do cais.

Além de vários investimentos do ponto de vista ambientalm, como a "instalação de sistemas de produção e fornecimento de energia verde a navios", ou o desenvolvimento dos terminais ferroviários e "estruturação da plataforma logística de Leixões", prevê-se também "modernizar espaços urbanos, em especial com o município de Matosinhos", reordenando "a via de cintura portuária, facilitando a convivência porto-cidade".

Para a "plataforma logística e ferrovia no porto de Leixões" estão previstos 72 milhões de euros e, para a "integração do porto de Leixões com Matosinhos", 93 milhões.

"No porto de Leixões, tem-se como objetivo atingir o movimento de 20 milhões de toneladas (+35%) e um milhão de TEU [unidade de medida equivalente a um contentor de 20 pés] (+40%) em 2035, com aumentos destacados na carga geral fracionada, na carga 'roll-on roll-off', na carga contentorizada e nos granéis sólidos e líquidos", pode ler-se também na resolução do Conselho de Ministros.

Estão também previstas novas concessões para o terminal de contentores, carga geral e 'roll-on roll-off', com investimentos, respetivamente, de 430 milhões de euros, 85 milhões e 50 milhões, com capacidades respetivas de 1,6 milhões de TEU, 4,5 milhões de toneladas e 3,0 milhões de toneladas.

Em 2024, o porto de Leixões reduziu em 2% a carga movimentada face a 2023, ao passar de 14,7 milhões de toneladas para 14,4 milhões, perdendo a liderança do Noroeste Peninsular para o porto da Corunha, na Galiza.

O objetivo do Governo também é atingir "o movimento de 260 mil passageiros de navios de cruzeiro", depois de o valor ter sido de 196 mil em 2024.

A Lusa questionou a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) e a Câmara de Matosinhos sobre os investimentos previstos e aguarda resposta.

A estratégia Portos 5+, para promover o crescimento do setor portuário em 10 anos, prevê o investimento de 4 mil milhões de euros, dos quais 75% privado, e o lançamento de 15 novas concessões, anunciou o Governo em 30 de julho.

Está também previsto o lançamento de 15 novas concessões até 2035 a nível nacional.

+ notícias: Porto

Porto tem aval do Governo para pesados saírem da VCI e quer limitar trânsito no centro

O Porto tem aval do Governo para os pesados de mercadorias saírem da VCI quando a CREP for desportajada, e quer limitar o trânsito automóvel no centro "de forma ordeira e gradual", disse o presidente da Câmara à Lusa.

Homem de 38 anos esfaqueado na estação de metro Casa da Música

Um homem de 38 anos foi esfaqueado na saída da estação de metro Casa da Música, na manhã desta quinta-feira, confirmou fonte da PSP ao Porto Canal.

Sindicato acusa Comando da PSP do Porto de "escravatura" na Investigação Criminal

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) acusou esta quinta-feira o Comando Distrital do Porto de impor “escravatura” aos elementos da Divisão de Investigação Criminal ao obrigá-los a cumprirem prevenções e piquetes “sem serem pagos” e anunciou uma manifestação.