Congresso dos 30 anos do Espaço T debate as várias caras e dimensões da felicidade

Congresso dos 30 anos do Espaço T debate as várias caras e dimensões da felicidade
| Porto
Porto Canal / Agências

O debate sobre a felicidade, mostrando as suas várias caras, é o mote do congresso que decorrerá entre 5 e 6 de junho no Porto, promovido pelo Espaço T, associação que utiliza a arte como instrumento de desenvolvimento pessoal.

Em entrevista à agência Lusa, o presidente da instituição a comemorar 30 anos de existência, Jorge Oliveira, explicou as metas do congresso “30 d’Amor, Um Congresso sobre Arte, Inclusão e Felicidade” que decorrerá no auditório da Ordem dos Contabilistas Certificados.

“Queremos falar daquilo que sempre fizemos, tornar as pessoas mais felizes através das artes. Principalmente aquelas que estão na solidão, que estão sozinhas, que têm doenças, que têm mais idade e com quem estamos a trabalhar a felicidade”, sintetizou.

E com o tema felicidade como epicentro das intervenções dos mais de 30 oradores, Jorge Oliveira explicou que a ideia “não é falar da felicidade porque está na moda ou porque é bonito”, mas sim “mostrar que tem várias caras e dimensões”.

“A ideia é falar da felicidade, por exemplo, de um transexual, de um ator que sofre de nanismo, de um escritor como o Pedro Chagas Freitas, do bispo do Porto, ou ouvir o político António Vitorino [antigo diretor-geral da Organização Internacional para Migrações] falar sobre a felicidade das migrações, ou seja, o que é que os imigrantes querem para ser felizes”, especificou.

O painel, acrescentou, integra “o advogado João Vieira de Almeida, que publicamente assumiu que teve uma grande depressão e que, sendo um homem da elite, mostrou fragilidades e se calhar nada melhor do que ele para falar da felicidade e do que é esta busca constante de sermos felizes com tão pouco”.

Falando do grupo heterogéneo de oradores, Jorge Oliveira destacou ainda a participação de “uma ativista do sexo, defensora da profissionalização da prostituição” e que tentará explicar o motivo pelo qual “as pessoas que as procuram veem nelas uma fonte de felicidade ou se é felicidade”.

Também prevista está a participação de um recluso do Estabelecimento Prisional de Paços de Ferreira, na lógica de que “todos têm direito a ser felizes, mesmo tendo cometido uma asneira que o obriga a cumprir pena de prisão”, mais ainda, sublinhou, quando o mundo “está a entrar numa fase em que a liberdade e a felicidade são palavras que, se não houver cuidado, podem ser anuladas”.

“Entre os convidados figura o antigo presidente do PSD Rui Rio, que vai falar de uma ideia em que acreditamos, a de que se o país tivesse um Ministério da Felicidade estaria muito melhor”, num debate, destacou, para “perceber se é ou não uma utopia existir o Ministério da Felicidade”.

E porque o Espaço T não quer que “o tema se esgote com o final do congresso”, a ideia é reunir as principais conclusões do evento e fazê-las chegar “a alguns departamentos do Governo e a algumas entidades nacionais”, revelou o presidente da associação.

“Esta é uma área que trabalhamos e queremos, nesta nova fase do Espaço T, dos 30 para os 40 anos, começar a pensar também com ciência, ou seja, podemos criar artigos, podemos criar documentos que nos façam também questionar os outros sobre a importância de alguns temas”, desvendou Jorge Oliveira.

E concluiu: “nós não sabemos o que vai sair daqui, mas acreditamos que vão ser coisas muito bonitas. Pode não ser muito ciência apesar de termos aqui alguns cientistas, mas sobretudo vão ser verdades pessoais que vão fazer a diferença”.

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