Elad Dror garante que pagamentos a Malafaia não visavam a câmara de Gaia

Elad Dror garante que pagamentos a Malafaia não visavam a câmara de Gaia
| Norte
Porto Canal/ Agências

O fundador do grupo Fortera, Elad Dror, arguido no processo Babel, garantiu est terça-feira que os pagamentos que fez ao empresário Paulo Malafaia para ajudar nos projetos em Gaia não tiveram qualquer efeito junto da câmara, nem era o objetivo.

“Os pagamentos [de 50 mil euros a Paulo Malafaia] não tiveram qualquer efeito junto da câmara, nem era esse o objetivo”, afirmou o arguido na 18.ª sessão do julgamento do caso relacionado com a alegada viciação de normas e instrução de processos de licenciamentos urbanísticos na Câmara de Gaia, a decorrer no tribunal local.

Segundo o Ministério Público (MP), os empresários Elad Dror e Paulo Malafaia “combinaram entre si desenvolverem projetos imobiliários na cidade de Vila Nova de Gaia, designadamente os denominados Skyline/Centro Cultural e de Congressos, Riverside e Hotel Azul”, contando com o alegado favorecimento por parte do ex-vice-presidente da câmara Patrocínio Azevedo, igualmente arguido, que receberia em troca dinheiro e relógios.

O MP defende ainda que o advogado João Pedro Lopes, também arguido neste processo, fazia a ponte de Paulo Malafaia e Elad Dror com Patrocínio Azevedo.

Elad Dror reafirmou que deu 50 mil euros ao empresário Paulo Malafaia, também arguido, para o ajudar num projeto imobiliário em Gaia e não para corromper alguém naquela câmara.

Questionado pela magistrada sobre se alguma vez sentiu que as dificuldades colocadas pela autarquia aos seus projetos eram “para se chegar à frente”, o empresário disse que não.

“Nunca senti isso”, atirou.

Além disso, Elad Dror contou que, até aos dias atuais, não ganhou nada em Vila Nova de Gaia e que, antes pelo contrário, só perdeu.

Relativamente ao projeto Hotel Azul, no qual a câmara sugeriu aos promotores de dois hotéis para estabilizar uma escarpa que os separava a troca de isenção de taxas em futuros projetos, Elad Dror referiu que a autarquia é que o abordou para resolver um problema que nada tinha a ver consigo.

O arguido salientou que Patrocínio Azevedo explicou que era preciso reforçar a escarpa entre os dois hotéis e que o custo deveria ser repartido entre os promotores porque não havia conseguido contactar os proprietários.

“Nós fazíamos o trabalho e a câmara compensava-nos em taxas o que íamos pagar porque não era a nossa função”, sustentou.

Elad Dror, que confessou ter sentido ter sido alvo “de uma emboscada”, afirmou que tentou ajudar a autarquia e que, agora, está a ser julgado.

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