Fonte da Ribeira em obras para devolver aos portuenses “o abastecimento de água potável”

Fonte da Ribeira em obras para devolver aos portuenses “o abastecimento de água potável”
| Porto
Catarina Cunha

A Fonte da Ribeira, também denominada por Fonte São João, está a sofrer obras para voltar a ter “abastecimento de água potável”. A presente empreitada irá preservar a traça original do monumento do século XVIII, que foi reconhecido como Património Mundial da UNESCO.

A intervenção na Fonte da Ribeira, situada no eixo da Ribeira do Porto, está a ser levada a cabo pela empresa municipal Águas e Energia do Porto que pretende “devolver o abastecimento de água” da Fonte da Ribeira, que se encontrava “desativada e completamente abandonada” há “dezenas de anos”. A reabilitação irá manter a “traça original” do monumento, que se tornará mais eficiente devido à renovação do sistema de abastecimento de água.

“Vamos aliar a história e o património à vertente mais técnica e tecnológica. Vamos colocar o abastecimento de água em recirculação no tanque da fonte e colocar duas bicas totalmente potáveis para o abastecimento potável da população e visitantes”, explica Flávio Oliveira, Diretor de Abastecimento de Água das Águas e Energia do Porto, acrescentando que a “água [da fonte] será tratada e reciclada”, sendo “seguro” o seu consumo. Para além disso, será instalado um novo sistema de sensores de aproximação. O intuito é assegurar o uso responsável e sustentável do recurso hídrico.

Em termos energéticos, o engenheiro faz ainda saber que a iluminação exterior será revista e será instalado um sistema de iluminação cénica, com tecnologia LED de baixo consumo, no tanque da fonte, que também será alvo de um restauro e impermeabilização. Neste momento, os trabalhos centram-se no aspeto visual da fonte com a recuperação do granito.

Porto Canal

Trabalhos centram-se no restauro do granito original

Obra pronta no final do primeiro trimestre

A empreitada que arrancou em meados de janeiro está prevista terminar no final de março. O prazo pode sofrer atrasos por estar dependente do estado do tempo. “Se chover muito, atrasa os trabalhos mais específicos, mas as nossas expectativas é no final do primeiro trimestre do ano devolver esta grandiosa fonte ao município”, indica o responsável, enaltecendo que não existirão cortes no abastecimento de água durante o período de reabilitação. “O único impacto [ para os residentes] é visual e pode existir algum ruído causado pelos trabalhos”, prossegue.

 
 
 
Ver esta publicação no Instagram
 
 
 

Uma publicação partilhada por Porto Canal (@porto.canal)

 Preservação do património

A estrutura arquitetónica é pautada pela figura de S.João Batista, de autoria de João Cutileiro, e foi reconhecido como património mundial da UNESCO. Devido a essa peculiaridade, antes da intervenção, “foram feitas todas as interligações com os principais envolvidos, municipais e não municipais”, de modo a “salvaguardar a manutenção do património e respetiva classificação, bem como a sustentabilidade, eficiência e a imagem da cidade do Porto”.

Recorde-se que, outrora o monumento, construído por ordem de João de Almada Melo, assumiu uma grande relevância no que concerne ao abastecimento de água à cidade, tendo sido um ponto de encontro para os portuenses. Esse costume acabou por cair em desuso com a evolução da cidade e respetiva “dotação de infraestruturas de abastecimento de água e drenagem de águas residuais”.

Face a isto, Flávio Oliveira acredita que o retorno de água potável na Fonte da Ribeira será encarado pelos munícipes, sobretudo os mais velhos, como “um momento de celebração”. Em seguimento, sem dar uma estimativa numérica, calcula que o monumento será usufruído e contemplado pelo mesmo número de pessoas que frequenta e visita a zona ribeirinha. “Será mais um motivo para atrair pessoas”, conclui.

+ notícias: Porto

Academia do Porto quer levar à AR propostas para modernizar país

A Federação Académica do Porto anunciou esta terça-feira, Dia Nacional do Estudante, que quer submeter à votação na Assembleia da República um documento para a modernização de Portugal que assenta em reformas na “Saúde, Educação, Economia, Estado e Sistema Político”.

Mais de 1.600 pessoas subscreveram petição contra ampliação de terminal de Leixões

Mais de 1.600 pessoas assinaram uma petição pública que contesta a ampliação do terminal de contentores Norte do Porto de Leixões, em Matosinhos, à qual a câmara já deu parecer desfavorável.

Sindicato acusa PSP do Porto de “branquear a realidade” da esquadra de Cedofeita

O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), Paulo Santos, acusou o Comando Metropolitano do Porto da PSP de “branquear a realidade” ao negar que o atendimento à população tenha fechado na esquadra de Cedofeita.