CCT da Petrogal lamenta que Galp não saiba que fazer com terrenos da refinaria de Matosinhos

CCT da Petrogal lamenta que Galp não saiba que fazer com terrenos da refinaria de Matosinhos
Pedro Benjamim | Porto Canal
| Norte
Porto Canal / Agências

Os trabalhadores da Petrogal lamentaram que a Galp não saiba o que fazer com os terrenos da refinaria de Matosinhos e sublinharam que as renováveis são pouco rentáveis e que esta opção colocaria a economia dependente do “Borda d’Água”.

“A CCT [Comissão Central de Trabalhadores] considera que um honesto ‘não sei’ de um administrador será sempre mais honesto que o foguetório armado para justificar o encerramento da refinaria do Porto e depois para encobrir a falta de soluções para os mesmos terrenos. Passaram mais de dois anos desde o encerramento […] e a administração ainda não sabe o que fazer com os terrenos”, notou, em comunicado.

No entanto, os trabalhadores sublinharam que os resultados das renováveis mostram que esta opção é pouco rentável sem financiamento público, além de depender de fatores como a meteorologia, o que pode levar a que daqui em diante “o principal guia económico da empresa e do país seja o ‘Borda d’Água'”.

No final de 2020, a Galp anunciou o encerramento da refinaria de Matosinhos, uma decisão justificada com alterações dos padrões de consumo e com a poupança anual em custos fixos e investimentos.

A CCT também condenou os recentes ataques de ambientalistas à sede da Galp, ações que referiu desviarem o foco central da “vida económica do país e dos trabalhadores”, ou seja, a forma como os “lucros estratosféricos” da empresa devem ser aplicados no desenvolvimento de Portugal e na melhoria das condições de vida dos trabalhadores.

Por outro lado, notou que, na última assembleia, os acionistas da Galp viram aprovado um aumento de 40% do limite à remuneração variável, mas alguns trabalhadores ficaram de fora da atribuição de prémios, muitas vezes, devido à “métrica imposta e decidida pela administração”.

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