CCT da Petrogal lamenta que Galp não saiba que fazer com terrenos da refinaria de Matosinhos
Porto Canal / Agências
Os trabalhadores da Petrogal lamentaram que a Galp não saiba o que fazer com os terrenos da refinaria de Matosinhos e sublinharam que as renováveis são pouco rentáveis e que esta opção colocaria a economia dependente do “Borda d’Água”.
“A CCT [Comissão Central de Trabalhadores] considera que um honesto ‘não sei’ de um administrador será sempre mais honesto que o foguetório armado para justificar o encerramento da refinaria do Porto e depois para encobrir a falta de soluções para os mesmos terrenos. Passaram mais de dois anos desde o encerramento […] e a administração ainda não sabe o que fazer com os terrenos”, notou, em comunicado.
No entanto, os trabalhadores sublinharam que os resultados das renováveis mostram que esta opção é pouco rentável sem financiamento público, além de depender de fatores como a meteorologia, o que pode levar a que daqui em diante “o principal guia económico da empresa e do país seja o ‘Borda d’Água'”.
No final de 2020, a Galp anunciou o encerramento da refinaria de Matosinhos, uma decisão justificada com alterações dos padrões de consumo e com a poupança anual em custos fixos e investimentos.
A CCT também condenou os recentes ataques de ambientalistas à sede da Galp, ações que referiu desviarem o foco central da “vida económica do país e dos trabalhadores”, ou seja, a forma como os “lucros estratosféricos” da empresa devem ser aplicados no desenvolvimento de Portugal e na melhoria das condições de vida dos trabalhadores.
Por outro lado, notou que, na última assembleia, os acionistas da Galp viram aprovado um aumento de 40% do limite à remuneração variável, mas alguns trabalhadores ficaram de fora da atribuição de prémios, muitas vezes, devido à “métrica imposta e decidida pela administração”.
