Duplicação da linha de Leixões será uma inevitabilidade no futuro

Duplicação da linha de Leixões será uma inevitabilidade no futuro
| Norte
Porto Canal/ Agências

O secretário de Estado Adjunto e das Infraestruturas, Frederico Francisco, considerou esta quinta-feira que a duplicação da Linha de Leixões será uma inevitabilidade no futuro, mas defendeu a decisão de a reabrir já, parcialmente, mas com dois novos apeadeiros.

"Mais tarde ou mais cedo, a duplicação desta linha será uma inevitabilidade. Uma linha ferroviária que cruza e se aproxima de três linhas de metro, terá que ter interface em todos os pontos onde se cruza ou se aproxima das linhas de metro", disse hoje Frederico Francisco na estação de São Mamede de Infesta, em Matosinhos.

O governante homologou a assinatura de um protocolo entre a Câmara de Matosinhos, a Infraestruturas de Portugal (IP) e a CP - Comboios de Portugal para reabrir a passageiros a Linha de Leixões, circular ferroviária do Porto, até dezembro.

O serviço operará entre Porto-Campanhã e Leça do Balio, estando numa primeira fase previstos até dois comboios por hora que servirão as paragens de Campanhã, Contumil, São Gemil, Hospital São João (novo apeadeiro), São Mamede de Infesta, Arroteia (novo apeadeiro junto à Efacec) e Leça do Balio, partindo de Ovar ou de Campanhã.

Numa segunda fase, o serviço poderá ser estendido a Leixões/Senhor de Matosinhos, com paragem em Guifões e Araújo/Custió.

"Não conseguimos fazer tudo de uma vez, mas vamos dando passos incrementais até chegarmos ao ideal. Porque, como eu já disse, se estamos sempre à espera de ter as condições ideais para começar a fazer alguma coisa, nunca fazemos nada", defendeu o governante, em fim de funções.

Frederico Francisco recordou que desde que começou a trabalhar no Governo ainda como adjunto do então ministro das Infraestruturas Pedro Nuno Santos, hoje secretário-geral do PS, lhe "fazia muita confusão existir uma linha ferroviária no centro de uma área metropolitana que não tinha serviço de passageiros", como a de Leixões.

Reconhecendo que "um serviço de passageiros com um ou dois comboios por hora e por sentido não é o tipo de serviço de passageiros que se espera de uma linha ferroviária no centro de uma área metropolitana", disse que atualmente, "com a infraestrutura que existe", não é possível uma frequência maior.

Para atingir uma cadência de comboios de até 10 em 10 minutos, o governante estimou, aos jornalistas, que seria necessário um investimento superior a 100 milhões de euros, integrando a duplicação da linha.

Sobre se seria "preferível esperar oito, nove, 10 anos até que se faça eventualmente uma duplicação desta linha para ser possível esse serviço, ou iniciar desde já um serviço, ainda que menos que o ideal", disse sempre ter tido a convicção de que "teria toda a vantagem iniciar-se o serviço de passageiros tão cedo quanto possível".

"Pode não captar milhões de passageiros por ano, captará centenas de milhar ou dezenas de milhar por ano, mas cria a procura para que depois se vão dando os passos seguintes", antecipou.

O secretário de Estado mostrou-se ainda convicto de que um encerramento do serviço, tal como aconteceu em 2011, "já não se repetirá", pois "muito dificilmente se repetirá um ambiente no país onde será tolerável a eliminação de serviços ferroviários de passageiros".

"Não tenho dúvida nenhuma que o serviço de passageiros de Leixões, desta vez, voltará para ficar, porque será melhor do que era em 2009", já que então ligava a Ermesinde e não a Porto-Campanhã, além de não contar com o bilhete Andante e não ter apeadeiros novos em sítios com elevada procura estimada, como o Hospital São João e Arroteia, servindo a Efacec.

Na cerimónia de hoje estiveram presentes o presidente da CP, Pedro Moreira, o vice-presidente da IP, Carlos Fernandes, e os presidentes das câmaras de Matosinhos, Luísa Salgueiro, Maia, António Silva Tiago, e Gondomar, Marco Martins.

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