A chuva não pára? O que dizem os meteorologistas

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Porto Canal

Outubro despede-se com chuva abundante e generalizada em Portugal continental após uma primeira quinzena de calor intenso. As próximas horas serão de precipitação persistente e, "por vezes, forte" vento forte e agitação marítima, em especial no litoral norte e centro do país. 

 
 
 
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O retrato é traçado por Ângela Lourenço, especialista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) que frisa que "até meio da tarde, 16h, ainda vamos ter distritos com avisos nível laranja, aviso de precipitação e aviso de rajada. Portanto, a previsão aponta para a continuação da chuva. Estamos a falar dos distritos de Aveiro, Viseu, Guarda, Coimbra, Castelo Branco e também Leiria, até meio da tarde, aviso de precipitação", começa por dizer a metereologista, perspetivando um cenário mais intenso no Minho e Douro Litoral. 

"Nas regiões mais a norte, a precipitação não vai terminar, em especial no Minho e Douro litoral. Já na próxima noite e no dia de amanhã vai continuar a ocorrer chuva contínua, por vezes até pode ser mesmo forte", reitera Ângela Lourenço, tecendo algumas recomendações à população. 

"Nesta altura é importante seguir todas as recomendações das autoridades, nomeadamente da Proteção Civil e, portanto, aqueles sítios, locais que, tradicionalmente, têm ocorrências de inundações urbanas ou mesmo de cheias de rios, é normal voltarem a ter picos de cheia. Portanto, o melhor conselho é que as pessoas estejam atentas, porque a precipitação vai continuar até segunda, terça-feira da próxima semana", destaca a especialista. 

"A precipitação persistente tem, por vezes, impactos diferentes daquela precipitação de curta duração. Aqui está muito associado a cheias de rios e poderá ter impacto a nível de corte de estradas, zonas ribeirinhas que ficam afetadas e no caso das cheias repentinas, a pessoa é muitas vezes surpreendida por uma inundação e está muito associado a precipitação de curta duração", explica a metereologista, esboçando algumas diferenças do mau tempo que, atualmente, se faz sentir em Portugal Continental comparativamente com a tempestade Aline e Bernard. 

"A precipitação mais contínua, por vezes, nem é muito intensa, mas é contínua, persistente. Isso faz subir os níveis dos rios. As pessoas têm de ter esta cautela, sendo episódios ligeiramente diferentes comparativamente ao que ocorreu com a tempestade Aline e com a tempestade Bernard", remata Ângela Lourenço. 

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