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Covid-19: Aposta no mercado VIP é solução imediata para combater crise do jogo em Macau

| Mundo
Porto Canal com Lusa

Macau, 20 mar 2020 (Lusa) -- O especialista no jogo Rui Pinto Proença disse hoje à Lusa que apostar no mercado VIP é uma solução imediata para combater a crise que se abateu sobre Macau, capital mundial dos casinos, devido à pandemia da Covid-19.

"Acho que os jogadores VIP [grandes apostadores] representam um potencial de receita imediato muito maior, com um menor número de pessoas a deslocarem-se", salientou o advogado da firma MdME e que tem como umas das áreas de especialização as empresas de jogos em Macau e na região Ásia-Pacífico.

"A tendência ou a direção política de diversificação de Macau do ponto de vista de ser menos dependente do [jogo] VIP, mais das massas, do turismo de família e entretenimento não vai ser alterada, no médio e no longo prazo, mas no curto prazo acho que vai prevalecer algum pragmatismo", sustentou Rui Pinto Proença, que também assessoria governos nos mercados emergentes a desenvolver as políticas de jogo e estruturas de regulação.

Num momento em que os números oficiais apontam para uma quebra de 95% no número de visitantes em fevereiro e de receitas dos casinos de cerca de 90%, concluiu: "No curto prazo ou durante este ano vai haver se calhar algum relaxamento [no] que era a política quanto à entrada de jogos VIP, precisamente para poder injetar alguma receita no mercado. A médio, longo prazo, eu diria que a política se vai manter", ressalvou.

Contudo, há um risco associado, caso a estratégia imediata passe pela aposta no mercado VIP, já que se trata "de um setor muito mais volátil do que o do turismo de massas", frisou.

Ainda assim, os números de março referentes às receitas do jogo já apontam para um crescimento no mercado VIP e, "portanto, para uma melhoria mais rápida nas operadoras mais expostas a esse segmento", indicou.

A retoma para números de 2019 não será ainda previsível no próximo trimestre, afirmou. "E mesmo no terceiro temos de ser muito cautelosos", alertou, sublinhando que é "difícil arriscar sobre o que vai acontecer para a semana, quanto mais no próximo mês".

Tudo depende de quando a China reiniciar a emissão de vistos que permitam ao turista chinês deslocar-se até Macau, mas sobretudo de ser "restabelecida alguma confiança do ponto de vista da saúde pública (...) e do ponto de vista económico porque, no fim do dia, o turismo e em particular o turismo do jogo não são bens essenciais", assinalou.

As últimas projeções do Governo de Macau, de perda de receita em 2020 na ordem dos 50% "preveem alguma recuperação algures este ano", o que não será "assim tão mal", tendo em conta a realidade - agora com os novos casos de infeção registados em Macau - e as estimativas de analistas a apontarem para um decréscimo nas receitas na ordem dos 70 a 80%, ainda antes da nova vaga de contágios identificados no território.

As receitas provenientes das grandes apostas em Macau atingiram 135,23 mil milhões de patacas (15,15 mil milhões de euros) em 2019, menos 18,6% face a 2018, com o jogo VIP a perder o estatuto de segmento mais preponderante nas receitas globais.

De acordo com dados divulgados pela Direção de Inspeção e Coordenação de Jogos (DICJ), este valor, angariado nas salas de grandes apostas dos casinos, representou menos 30,87 mil milhões de patacas (3,46 mil milhões de euros) do que no ano anterior.

A acrescentar a esta perda, junta-se o facto de o jogo VIP ter perdido para o segmento de massas a posição mais dominante na capital mundial do jogo: pelo menos nos últimos cinco anos, as grandes apostas representaram mais de 50% das receitas globais.

Em 2019, o jogo VIP representou apenas 46,2% do total das apostas angariadas.

Os casinos de Macau fecharam 2019 com receitas de 292,46 mil milhões de patacas (cerca de 32,43 mil milhões de euros), menos 3,4% do que no ano anterior.

Depois de 40 dias sem novos casos de Covid-19, Macau registou entre segunda-feira e quinta-feira sete novos casos importados.

Antes, Macau registava dez casos de infeção com o vírus da Covid-19, tendo todos já recebido alta hospitalar. São agora 17 o número de casos registados no território desde que o surto começou.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infetou mais de 235 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 9.800 morreram.

Das pessoas infetadas, mais de 86.600 recuperaram da doença.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se já por 179 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

JMC (MIM) // EJ

Lusa/Fim

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