Ex-companheiro de Hugo Chávez insta autoridades a "desarmar os grupos violentos"

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Porto Canal / Agências

Caracas, 13 mar (Lusa) - O ex-governador do estado de Mérida, sudoeste de Caracas, Florêncio Porras, criticou hoje a atuação do Governo venezuelano na crise que afeta o país e instou as autoridades nacionais a "desarmar os seus grupos violentos"

"Os protestos são ações genuínas de gente que tem razão de estar aí, exigindo respeito e atenção. As barricadas são formas de proteção das pessoas e, enquanto não se desmantelarem os grupos violentos, Mérida continuará levantando a sua voz", disse aos jornalistas o militar na reserva.

Ex-companheiro de armas do falecido Presidente Hugo Chávez, durante a falhada intentona de 04 de fevereiro de 1992, explicou ainda que, os dias que estão para vir, serão muito complicados na Venezuela, "a crise vai agudizar-se e não se vê uma saída a curto prazo".

Florêncio Porras, que governou o estado de Mérida entre 2000 e 2008, acusou o Governo do Presidente Nicolás Maduro de ser "pouco sério e responsável" por denunciar que está em marcha um golpe de Estado contra o seu Governo e ao mesmo tempo chamar a população para ir festejar o carnaval, durante sete dias.

"Se procuramos no Google as caraterísticas do fascismo encontramos 14 pontos e o Governo de (Nicolás) Maduro cumpre 11 deles. Então temos de perguntar onde estão os fascistas?", questionou, fazendo alusão às persistentes acusações de Maduro de que os opositores são fascistas.

Segundo Florêncio Porras a denúncia do Governo venezuelano de uma alegada guerra económica "é um discurso para a sua galeria, porque a realidade é que não existem políticas claras de produção nacional".

O militar precisou ainda que enquanto foi governador de Mérida ocorreram atos de vandalismo, mas que "nunca deu instruções (...) para atacar e disparar contra ninguém".

FPG // JCS

Lusa/fim

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