Adesão na administração local está a ser "esmagadora" - sindicato

| País
Porto Canal / Agências

Lisboa, 08 nov (Lusa) -- O Sindicato de Trabalhadores da Administração Local (STAL) classificou hoje de "esmagadora" a adesão à greve, frisando que em muitos serviços como a recolha do lixo, transporte municipal, oficinas e escolas está a ser de 100%.

"Durante a noite os números foram entusiasmantes. Houve locais de trabalho que subiram em relação à greve geral, [um fenómeno] que era impensável. Os dados da manhã também aprofundavam esse sinal. Tudo se inclinava para ser uma grande greve no setor da administração local", disse o presidente do STAL, Francisco Brás, à agência Lusa.

Para exemplificar, o vice-presidente, José Correia, disse que os transportes urbanos municipais em Coimbra, Aveiro, Barreiro e Braga registaram níveis de adesão "muito perto dos 100%".

"Um pouco por todo o país as autarquias estão paralisadas. As exceções são sobretudo a norte. Há várias autarquias que têm serviços encerrados. A greve regista adesões mais elevadas em serviços operacionais, oficinas. Em relação aos edifícios, temos dezenas que não abriram as portas ou têm serviços encerradas por insuficiência de trabalhadores", indicou o sindicalista.

"A greve provocou incómodos também nas escolas, sobretudo no transporte escolar que não funcionou, os refeitórios que também não funcionaram e há escolas encerradas", acrescentou sem dar dados.

Quanto à recolha do lixo, José Correia indicou que na Grande Lisboa "não houve recolha de lixo em nenhum destes concelhos": Amadora, Loures, Almada, Barreiro, Seixal e Palmela.

O aumento do horário do trabalho para as 40 horas semanais, os cortes salariais, a alteração das regras de aposentação, o corte nas pensões e o "ataque" ao emprego na administração local são, para José Correia os motivos que justificam "esta adesão esmagadora".

"Na administração local saíram 23 mil trabalhadores no último ano e meio, dá uma ideia da dimensão da ofensiva do Governo", frisou.

O agravamento dos cortes salariais para os funcionários públicos levou os sindicatos da UGT e da CGTP a convocarem esta greve.

A proposta de lei do Orçamento do Estado (OE2014) entregue a 15 de outubro no parlamento prevê que seja aplicada uma redução remuneratória progressiva entre 2,5% e 12%, com caráter transitório, às remunerações mensais superiores a 600 euros de todos os trabalhadores das administrações públicas.

O subsídio de Natal dos funcionários públicos e dos aposentados, reformados e pensionistas vai ser pago em duodécimos no próximo ano, segundo a proposta de OE2014, que mantém a aplicação da Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES) sobre as pensões.

MCL (SS) // ZO

Lusa/Fim

+ notícias: País

FC Porto vai ter jogo difícil frente a Belenenses moralizado afirma Paulo Fonseca

O treinador do FC Porto, Paulo Fonseca, disse hoje que espera um jogo difícil em casa do Belenenses, para a 9.ª jornada da Liga de futebol, dado que clube "vem de uma série de resultados positivos".

Proteção Civil desconhece outras vítimas fora da lista das 64 de acordo com os critérios definidos para registar os mortos dos incêndios na região centro

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) disse hoje desconhecer a existência de qualquer vítima, além das 64 confirmadas pelas autoridades, que encaixe nos critérios definidos para registar os mortos dos incêndios na região centro.

FC Porto em sub17 recebe e vence Padroense 2-1

A equipa de Sub-17 do FC Porto recebeu e bateu este domingo o Padroense (2-1), no Olival, em jogo da 11.ª jornada da 2.ª fase do Campeonato Nacional de Juniores B. Francisco Ribeiro (41m) e Pedro Vieira (62m) assinaram os golos dos Dragões, que mantêm a liderança da série Norte, com 28 pontos, mais três do que o Sporting de Braga.