Greve com "proporções superiores" em relação a outras na Educação- FNE

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Porto Canal / Agências

Redação, 08 nov (Lusa) -- A greve de hoje na função pública contra o agravamento da austeridade está a assumir "proporções superiores" relativamente a outras paralisações, refere a Federação Nacional da Educação (FNE), sem avançar dados concretos sobre a adesão.

A FNE regista que "há hoje mais escolas encerradas do que noutras situações anteriores idênticas" e, da análise que faz sobre os dados de que dispõe, afirma que o protesto "assume proporções superiores a outras anteriores com o mesmo âmbito".

"Com expressão diferente de região para região, com motivações diferentes em cada escola, a verdade é que o sentimento de necessidade desta greve continua a atravessar a esmagadora maioria dos trabalhadores da administração pública e, portanto, os das nossas escolas, independentemente do grau de adesão concreta que se verifica em cada circunstância", sublinha.

A FNE considera ainda que "os números da adesão, nos mais variados setores, são bem a expressão do forte descontentamento e da total rejeição de uma sucessão de políticas de austeridade que não têm tido resultados para as pessoas. Os beneficiários da austeridade continuam a não ser as pessoas, estas, pelo contrário, só têm pela frente a ameaça de mais austeridade".

"Sabemos bem como é difícil decidir pela adesão a uma greve. Mas a resposta que os governantes devem receber está a ter uma expressão tal que os tem de fazer refletir sobre o impacto concreto das medidas erradas que vão adotando", acrescenta.

A greve dos funcionários públicos foi marcada pelas estruturas sindicais do setor como forma de protesto contra novos cortes salariais e de pensões e o aumento do horário de trabalho, entre outras medidas.

A proposta de lei do Orçamento do Estado (OE2014) entregue dia 15 de outubro no Parlamento pela ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, prevê que seja "aplicada uma redução remuneratória progressiva entre 2,5% e 12%, com caráter transitório, às remunerações mensais superiores a 600 euros de todos os trabalhadores das Administrações Públicas.

O subsídio de Natal dos funcionários públicos e dos aposentados, reformados e pensionistas vai ser pago em duodécimos no próximo ano, segundo a proposta de OE2014, que mantém a aplicação da Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES) sobre as pensões.

PM/(RRA) // SO

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