Trabalhadores da STCP cumprem hoje oito horas de greve

Trabalhadores da STCP cumprem hoje oito horas de greve
| Norte
Porto Canal

Trabalhadores da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) vão hoje parar durante oito horas, cumprindo uma greve em protesto contra o Orçamento do Estado para 2014.

A paralisação, que tem início às 08:00 e termina às 16:00, está abrangida por um pré-aviso de greve, sendo que os trabalhadores vão realizar um plenário às 10:00, na estação de Francos.

Durante este período, "poucos serão os autocarros da STCP a circular nas ruas", admitiu à Lusa fonte da Comissão de Trabalhadores.

A empresa de transportes públicos admitiu "a possibilidade de ocorrência de perturbações no seu serviço" e informou que "não foram autorizados pelo Tribunal Arbitral os serviços mínimos" que pediu.

"Os trabalhadores lutam contra o roubo dos seus direitos que o Governo quer impor através do Orçamento Geral do Estado e desrespeito pelos acordos de empresa em vigor na empresa", lê-se num comunicado emitido em finais de outubro pelas organizações sindicais representativas que convocaram a greve.

Esta paralisação insere-se na "jornada de luta" no setor dos transportes decidida em outubro numa reunião conjunta em Lisboa entre a CGTP, UGT e sindicatos independentes.

No encontro foi deliberada a realização de uma quinzena de greves, que termina na sexta-feira e inclui uma manifestação nacional, programada para sábado, em Lisboa.

Os trabalhadores estão contra as medidas do Orçamento do Estado que resultam em reduções salariais, concessão das empresas públicas de transporte a privados e redução das indemnizações compensatórias, entre outras.

Segundo o coordenador da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS), José Manuel Oliveira, o Orçamento do Estado proposto para 2014 "vai ter implicações muito grandes ao nível dos rendimentos, do trabalho extraordinário, dos subsídios de refeições e ao pagamento do horário noturno".

Relativamente à diminuição das compensações indemnizatórias, o dirigente sindical disse não ter dúvidas que "vai colocar em causa a qualidade, a segurança, a fiabilidade do serviço prestado e vai ter implicações muito graves para os utentes porque irão pagar aquilo que o Estado deixará de pagar".

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