Protecção Civil não garante que todos os Kamov estejam operacionais

| País
Porto Canal / Agências
Lisboa, 18 jun (Lusa) -- A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) informou hoje que apenas um dos cinco helicópteros Kamov da frota do Estado está operacional e não garante a entrada de outras duas aeronaves no dispositivo de combate a incêndios deste ano.

"Neste momento está apenas em condições de plena operacionalidade um dos cinco Kamov da frota do Estado", refere a ANPC, adiantando que duas aeronaves vão ser reparadas num "curto espaço de tempo" e as outras duas requerem intervenções mais profundas, "não sendo possível garantir a sua entrada no atual dispositivo".

Para compensar a falta destes meios, a Proteção Civil sublinha que foram adotadas medidas alternativas que "passam pela antecipação da entrada de meios aéreos no dispositivo, nomeadamente helicópteros ligeiros e aviões bombardeios médios".

Em comunicado, a ANPC garante que está a diligenciar no sentido de reforçar ainda mais o dispositivo com meios aéreos que permitam "minimizar o impacto da indisponibilidade dos helicópteros Kamov".

Esta situação com os helicópteros deve-se, segundo a ANPC, com o processo de transferência, iniciado em março, dos Kamov para a empresa Everjets, que ganhou o concurso público de operação e manutenção dos aparelhos para os próximos quatro anos.

Durante este processo, a ANPC detetou "não conformidades graves no estado das aeronaves", que ditaram "a impossibilidade de os helicópteros estarem em plena condição de serem operados".

A Proteção Civil realça que todos os aparelhos "inspecionados necessitaram ou necessitam de intervenções técnicas".

"Dada a gravidade da matéria apurada, esta Autoridade irá agir por todos os meios ao seu dispor para defesa e garantir do interesse patrimonial do Estado", sustenta.

Fonte oficial da ANPC disse à Lusa que "no limite" poderá ser interposta uma ação judicial, mas não especificou contra que entidade.

No comunicado, a ANPC refere também que o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) prevê um total de 49 meios aéreos para a época mais crítica em fogos, entre 01 de julho e 30 de setembro.

A fase "Bravo", que está a decorrer até 30 de junho, prevê o empenhamento de 30 meios aéreos desde 15 de junho, segundo o DECIF.

A agência Lusa contactou a ANPC sobre o número de meios aéreos atualmente operacionais no combate aos fogos, mas não obteve, até ao momento, qualquer resposta.

CMP // CC

Lusa/fim

+ notícias: País

FC Porto vai ter jogo difícil frente a Belenenses moralizado afirma Paulo Fonseca

O treinador do FC Porto, Paulo Fonseca, disse hoje que espera um jogo difícil em casa do Belenenses, para a 9.ª jornada da Liga de futebol, dado que clube "vem de uma série de resultados positivos".

Proteção Civil desconhece outras vítimas fora da lista das 64 de acordo com os critérios definidos para registar os mortos dos incêndios na região centro

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) disse hoje desconhecer a existência de qualquer vítima, além das 64 confirmadas pelas autoridades, que encaixe nos critérios definidos para registar os mortos dos incêndios na região centro.

FC Porto em sub17 recebe e vence Padroense 2-1

A equipa de Sub-17 do FC Porto recebeu e bateu este domingo o Padroense (2-1), no Olival, em jogo da 11.ª jornada da 2.ª fase do Campeonato Nacional de Juniores B. Francisco Ribeiro (41m) e Pedro Vieira (62m) assinaram os golos dos Dragões, que mantêm a liderança da série Norte, com 28 pontos, mais três do que o Sporting de Braga.