BPI já chegou a acordo com metade dos 250 trabalhadores previsto saírem este ano

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Porto Canal / Agências

Leiria, 03 jun (Lusa) -- O presidente do BPI afirmou hoje que metade dos cerca de 250 trabalhadores previstos sair do banco ao longo deste ano já acordou as rescisões, reiterando que este processo vai estar concluído até ao final do ano.

"Relativamente ao início do ano, implicava uma redução de 250 pessoas e, neste momento, já foram saindo uma série de pessoas e o número que neste momento falta já serão cento e tal pessoas, com quem estamos a conversar e a negociar", disse Fernando Ulrich, em Leiria, onde é orador numa conferência sobre financiamento bancário às empresas, iniciativa da NERLEI -- Associação Empresarial da Região de Leiria em parceria com o Fórum dos Administradores de Empresas.

Segundo Fernando Ulrich, trata-se de saídas essencialmente através de "reformas antecipadas e a não substituição de algumas pessoas que saem".

O responsável explicou que "esse objetivo resulta da negociação que o banco fez com a Direção-Geral da Concorrência da União Europeia no quadro da utilização de capitais públicos pelo banco".

O presidente do banco repetiu que este processo ficará concluído até ao final do ano "de forma gradual e sem tensões nenhumas de especial", notando que "há sempre pessoas que, a partir de um determinado momento da carreira, veem com interesse a possibilidade de se reformarem antecipadamente ou dedicarem-se a outros projetos, sejam profissionais, sejam familiares".

"É um método de redução de efetivos que já utilizamos pelo menos desde 1991 e que tem sempre corrido bem", garantiu.

Em abril, o presidente do banco anunciou que o BPI vai diminuir em cerca de 250 o número de trabalhadores este ano, sobretudo através de reformas antecipadas, sendo que, para isso, o banco gastará 18 a 19 milhões de euros.

O BPI quer antecipar em um ano - para o final deste ano, em vez de no final de 2015 - o fim do plano de reestruturação acordado com a Comissão Europeia, que foi obrigatório depois de o banco ter recebido dinheiro público.

Para isso, o banco tem de cumprir as metas quantitativas acordadas, sendo que uma delas é a redução para no máximo 6.000 trabalhadores em Portugal. No fim de março, o BPI tinha 6.254 na atividade doméstica, pelo que têm de sair cerca de 250 pessoas.

As outras metas acordadas com a Direção-Geral da Concorrência são a redução dos ativos estratégico para 30 mil milhões de euros, a redução dos balcões para 684 (que já foi atingida) e a devolução das chamadas 'CoCo bonds'.

SR (IM). // VC

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