ACT suspende obra da EDP em Vieira do Minho após morte de um trabalhador

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Porto Canal / Agências

Vieira do Minho, 30 abr (Lusa) - As obras de reforço da potência da central hidroelétrica de Venda Nova III, em Vieira do Minho, estão suspensas até à conclusão do inquérito à morte de um trabalhador, ocorrida na segunda-feira, informou hoje fonte da ACT.

O subdiretor da Unidade Local de Braga da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), Emanuel Gomes, disse à Lusa que o inquérito visa averiguar se estavam ou não a ser cumpridas as normas legais de segurança e, eventualmente, determinar novos procedimentos para evitar outros acidentes.

"No próprio dia do acidente, os nossos inspetores estiveram no local até perto da meia-noite, mas as diligências ainda não terminaram. Enquanto isso, os trabalhos estão suspensos", acrescentou.

Na tarde de segunda-feira, um trabalhador de 47 anos morreu depois de ser atingido por uma peça de várias toneladas, quando trabalhava num túnel, no âmbito das obras de reforço daquela central hidroelétrica.

Em comunicado, a EDP Produção anunciou que já constituiu uma comissão de inquérito, para determinação das causas e circunstâncias de ocorrência do acidente.

Acrescenta que o acidente aconteceu num dos ramais das blindagens do circuito hidráulico, junto da central, "aparentemente provocado pela rotura de uma das peças metálicas de suspensão de um troço da tubagem metálica de admissão da água para as turbinas".

"A peça, ao movimentar-se, terá colhido o trabalhador contra a parede do túnel", refere ainda o comunicado.

As obras no aproveitamento hidroelétrico de Venda Nova empregam nesta altura cerca de mil trabalhadores.

Em maio de 2003, ocorreu outro acidente em Vieira do Minho, quando estava a ser construído um túnel para acesso à central hidroelétrica Venda Nova II.

Desse acidente, resultou a morte de dois trabalhadores, apanhados por um desmoronamento de terras.

Na altura, o Ministério Público acusou dois engenheiros que pertenciam ao consórcio construtor do túnel do crime de infração de regras de construção, mas os arguidos acabariam por ser absolvidos.

VCP // JGJ

Lusa/fim

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