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Covid-19: México regista mais 625 mortos e investiga mercado negro de atestados de óbito

| Mundo
Porto Canal com Lusa

Cidade do México, 06 jun 2020 (Lusa) - As autoridades da Cidade do México anunciaram que estão a investigar um suposto mercado negro de atestados de óbito relacionado com a covid-19, no dia em que o país registou 625 mortes nas últimas 24 horas.

Esta sexta-feira, o México superou os 110 mil casos e as 13 mil mortes por covid-19, ao registar nas últimas 24 horas 625 óbitos e 4.346 contágios.

No mesmo dia, a autarca da Cidade do México, Claudia Sheinbaum, disse que vários médicos são suspeitos de emitirem atestados de óbito falsos.

À medida que as mortes aumentam no México, a necessidade de se libertarem os cadáveres aparentemente levou a um mercado negro de atestados de óbito.

Ao descrever a investigação, a autarca alegou que os médicos "estavam envolvidos na cobrança desses serviços". Apesar de os atestados de óbito serem gratuitos, o processo pode ser demorado e burocrático.

"Eles venderam esses certificados quando não o deveriam", disse Sheinbaum.

O esquema terá envolvido pelo menos um funcionário do governo da cidade e cerca de 10 médicos, nenhum dos quais era funcionário do hospital da cidade, acrescentou.

Há também indicações de que os médicos podem ter assinado outras causas de morte além do covid-19 para corpos que nunca examinaram, embora os motivos não sejam claros, disseram as autoridades.

Os corpos estavam a acumular-se em hospitais na Cidade do México, à medida que a pandemia piorava, e alguns familiares podem simplesmente ter querido que os familiares falecidos fossem libertados mais rapidamente.

Além disso, os corpos das pessoas que morreram com a covid-19 precisam ser cremados ou enterrados sob regras mais rígidas. Para evitar isso ou o estigma social que o vírus carrega, algumas famílias terão comprado um atestado falso.

Este não é o primeiro escândalo no México a envolver empresas que cresceram em torno da pandemia.

Em maio, as autoridades encontraram 3,5 toneladas de lixo hospitalar ilegalmente despejadas na floresta, nos arredores da Cidade do México. As autoridades também descobriram resíduos médicos empilhados até ao teto de um armazém no estado de Puebla, enquanto pilhas de caixões descartados se amontoavam do lado de fora dos crematórios sobrecarregados da Cidade do México.

O México é atormentado por problemas comuns com empresas não regulamentadas, tanto na indústria de eliminação de resíduos quanto na de funerais.

Segundo o Senado, 60% das agências funerárias no México ou não estão registadas ou o processo de registo está incompleto.

Esta sexta-feira, o México superou os 110 mil casos e as 13 mil mortes por covid-19, ao registar nas últimas 24 horas 625 óbitos e 4.346 contágios.

Se o número de mortes baixou (1.092 na quarta-feira e 816 na quinta-feira), o balanço diário revelou o segundo dia em que foram identificados mais casos desde o início da pandemia.

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 394 mil mortos e infetou mais quase 6,7 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,8 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano passou a ser o que tem mais casos confirmados (cerca de 3,2 milhões, contra mais de 2,2 milhões no continente europeu), embora com menos mortes (cerca de 177 mil, contra mais de 182 mil).

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), paralisando setores inteiros da economia mundial, num "grande confinamento" que vários países já começaram a aliviar face à diminuição dos novos contágios.

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