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Protocolo vai permitir investigar e preservar sítio arqueológico Ribat da Arrifana

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Porto Canal com Lusa

Aljezur, Faro 08 jul 2019 (Lusa) -- A investigação, preservação e divulgação do sítio arqueológico Ribat da Arrifana, no concelho de Aljezur, são os objetivos de um protocolo que vai ser assinado na quarta-feira, em Lisboa, anunciou hoje a tutela da Cultura.

A assinatura do protocolo está marcada para quarta-feira, às 18:30, no Centro Ismaelita de Lisboa, tem como parceiros "a área governativa da Cultura, o município de Aljezur, a Universidade Nova de Lisboa e o Aga Khan Trust for Culture", e permitirá aprofundar o conhecimento sobre um sítio "classificado como monumento nacional" e "uma das mais importantes descobertas arqueológicas do século XXI", destacou a tutela.

Com base neste protocolo, os parceiros vão poder "definir um plano de ação plurianual para a criação e gestão de um centro interpretativo do Ribat da Arrifana", referenciado "como convento de monges guerreiros muçulmanos" que "começou a ser edificado em meados de 1130 da era cristã por iniciativa de Ibn Qasi", precisou o Ministério da Cultura, num comunicado.

Ibn Qasi foi um dirigente muçulmano sufista, com a sua história ligada a Silves, e liderou a oposição à dinastia almorávida durante a ocupação árabe da Península Ibérica, chegando a ser "temporariamente aliado do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques", frisou a tutela.

"A parceria estratégica entre a área governativa da Cultura - através da Direção Geral do Património Cultural e da Direção Regional de Cultura do Algarve -, a Universidade Nova de Lisboa - através da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas e do Instituto de Arqueologia e Paleociências - e o Aga Khan Trust for Culture tem como objetivos garantir a proteção legal do sítio arqueológico, preservar o contexto paisagístico onde se insere, conservar o espólio arqueológico existente no local e promover a investigação académica", definiu a mesma fonte.

A tutela da Cultura considerou que o protocolo vai permitir uma "valorização inequívoca deste sítio" arqueológico e a "sua fruição por um cada vez maior número de cidadãos".

O Aga Khan Trust for Culture é uma fundação filantrópica criada por Aga Khan IV, imã dos ismaelitas desde 1957, destinada à promoção do legado cultural, social e político muçulmano, em todo o mundo.

O Ribat da Arrifana é "um convento-fortaleza, consagrado à oração e vigilância da costa", é composto por estruturas como uma "necrópole, uma sucessão de mesquitas com oratórios (quibla e mihrab)", por "dependências destinadas tanto aos monges como aos peregrinos" e por "vestígios de um minarete", segundo a definição do sítio feita pela Câmara de Aljezur na sua página da internet.

"Este importante monumento localizado na Ponta da Atalaia, a cerca de um quilómetro para norte da atual Praia da Arrifana, teria sido mandado edificar, cerca de 1130, pelo mestre sufi e madi, Ibn Qasi, uma das principais figuras do mundo político e religioso do al-Andalus, contemporâneo de D. Afonso Henriques, com quem estabeleceu pacto contra o governador de Silves, Ibn Wazir, e os Almóadas, permitindo ao rei de Portugal a conquista de territórios entre [os rios] Mondego e Tejo", precisou a mesma fonte.

MHC // MAG

Lusa/fim

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