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CDS-PP defende investigação ao alegado desvio de 500 mil euros dos fundos de Pedrógão Grande

| Política
Porto Canal com Lusa

A líder do CDS-PP defendeu hoje que deve ser "escrupulosamente escrutinado" e investigado o alegado desvio de 500 mil euros de donativos para obras que não eram urgentes na recuperação de casas atingidas pelos incêndios em Pedrógão Grande.

Atualizado 20-07-2018 12:38

"Qualquer euro que tenha sido desviado para uma função que não tenha sido aquela a que estava destinado, no caso para a reconstrução das habitações que ficaram afetadas pelos fogos, tem de ser escrupulosamente escrutinado e, obviamente, investigado", afirmou Assunção Cristas, à margem do lançamento do cartaz de Nuno Melo às eleições europeias de 2019, em Matosinhos, distrito do Porto.

Segundo a edição de hoje da revista Visão, meio milhão de euros de donativos destinados à reconstrução de casas de primeira habitação afetadas pelos fogos em Pedrógão Grande terão sido desviados para casas não prioritárias, isto é, de segunda habitação.

A Visão refere casos de pessoas que mudaram a morada fiscal após o incêndio, de forma a conseguirem o apoio do Fundo Revita ou de outras instituições, como a Cáritas, SIC Esperança, Cruz Vermelha, La Caixa, Gulbenkian ou Misericórdias.

"Se agora há notícias nesse sentido é bom que os organismos do Estado, seja da área da Justiça, seja da própria fiscalização interna do Governo, funcionem bem e rapidamente", sublinhou a líder centrista, dizendo esperar que "rapidamente signifique com eficácia e em tempo".

E, acrescentou, "que não aconteça nesta matéria o que infelizmente está a acontecer em Tancos, em que mais de um ano depois" se continua sem saber o que se passou, numa referência ao roubo de armamento, no final de junho de 2017, daqueles paióis do Exército.

O incêndio que deflagrou em junho de 2017 em Pedrógão Grande, distrito de Leiria, e que alastrou a concelhos vizinhos, provocou 66 mortos e mais de 250 feridos, sete dos quais graves, e destruiu meio milhar de casas, 261 das quais habitações permanentes, e 50 empresas.

Criado pelo Governo para apoiar as populações e a revitalização das áreas afetadas pelos incêndios de junho de 2017, o fundo recebeu o contributo de 61 entidades, com donativos em dinheiro, em bens e em prestação de serviços. Os donativos em dinheiro rondam os 4,4 milhões de euros, a que se juntam 2,5 milhões de euros disponibilizados pelo Ministério da Solidariedade e Segurança Social, apurou o relatório do Fundo Revita.

De acordo com os últimos dados do Fundo Revita, estão já concluídos os trabalhos de reconstrução de 160 das 261 casas de primeira habitação afetadas pelos incêndios de junho de 2017, pelo que se encontram ainda em obras 101 habitações.

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