FAO organiza programa sobre agricultura familiar que poderá beneficiar países lusófonos

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Porto Canal com Lusa

Lisboa, 06 fev (Lusa) -- A FAO e o FIDA estão a organizar um programa conjunto para financiar a agricultura familiar que poderá beneficiar os países lusófonos, disse hoje o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura.

"A FAO e o FIDA (Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola/ONU) ficaram encarregados desta agenda da década para a agricultura. Nós estamos a montar um programa de trabalho conjunto e é função específica do FIDA o financiamento da agricultura familiar", disse José Graziano da Silva.

O diretor-geral da FAO falou aos jornalistas depois da sessão de encerramento da Reunião de Alto Nível sobre Agricultura Familiar e Desenvolvimento Sustentável na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que se realizou entre segunda-feira e hoje na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

"De modo que esta questão - de apoiar os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) com recursos externos para o financiamento da agricultura familiar - já está na agenda", sublinhou o brasileiro, eleito diretor-geral da FAO em 2011.

Graziano da Silva disse que "evidentemente, os recursos são limitados frente à magnitude dos problemas" que o mundo enfrenta "principalmente agora com as mudanças climáticas".

"Mas também, felizmente, estamos a ter acesso cada vez maior aos recursos do Fundo do Clima, que foi constituído especificamente para isso", acrescentou.

"A FAO e o FIDA são agências implementadoras destes recursos do clima e estamos a ajudar os países a formular os projetos específicos para atender estes segmentos mais necessitados da população", disse ainda.

Graziano da Silva afirmou, sobre os recursos externos necessários para a agricultura familiar, que "cada país tem formulado os seus projetos iniciais e é muito difícil nestes momentos iniciais ter uma ideia da magnitude" do montante de dinheiro necessário.

"O que nós sabemos é que o volume disponível, cerca de mil milhões de dólares, não serão certamente suficientes para atender os pedidos que temos em carteira. Mas, é um bom começo. Não podemos minimizar, pois isso foi um dos grandes resultados do Acordo de Paris (para o Clima de 2015)", declarou.

Graziano da Silva disse que é preciso "gastar este dinheiro primeiro para depois poder pedir mais".

Hoje, José Graziano da Silva também esteve reunido com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, e trataram do apoio à CPLP.

"Tanto Portugal como a FAO coincidem que a CPLP é um mecanismo muito importante de integração (...). É uma instituição presente em quatro continentes e tem-nos permitido levar adiante a temática da alimentação e da agricultura familiar, que é a grande base social dos países que integram a CPLP. Para nós, é muito importante que isso funcione", garantiu o diretor da FAO.

"Como a CPLP está baseada aqui em Lisboa, a intenção da FAO é abrir um escritório de ligação aqui com a CPLP e contamos para isso com a ajuda de Portugal", sublinhou José Graziano da Silva.

Na sessão de encerramento da Reunião de Alto Nível sobre Agricultura Familiar e Desenvolvimento Sustentável na CPLP foi assinada pelos membros de cada país do bloco lusófono, e também por José Graziano da Silva, a Carta de Lisboa pela Agricultura Familiar na CPLP.

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