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Presidente assina decreto de indigitação de Mari Alkatiri como primeiro-ministro

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Porto Canal com Lusa

Díli, 14 set (Lusa) - O Presidente timorense, Francisco Guterres Lu-Olo, assinou hoje o decreto de indigitação oficial de Mari Alkatiri como primeiro-ministro do VII Governo constitucional, para o período entre 2017 e 2022.

"Assinei o decreto indigitando Mari Alkatiri como primeiro-ministro. Hoje digo ao povo que o Presidente da República cumpriu as suas competências constitucionais, nomeando Mari Alkatiri como primeiro-ministro do VII Governo constitucional", disse, aos jornalistas, no Palácio Presidencial.

Francisco Guterres Lu-Olo recordou que a nomeação de Mari Alkatiri surge depois de ter recebido da coligação entre a Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin) e o Partido Democrático (PD) a candidatura de Mari Alkatiri para o cargo.

Ainda que Mari Alkatiri seja, formalmente, apoiado por uma coligação minoritária - 23 deputados da Fretilin mais sete do PD no parlamento de 65 lugares - Lu-Olo mostrou-se convicto que o executivo terá condições para governar beneficiando de apoio parlamentar de outras forças.

"Há possibilidade dos partidos políticos continuarem o diálogo no sentido de garantir a paz e a estabilidade no país e garantindo a estabilidade governativa", disse.

Lu-Olo disse que o segundo e terceiro partido mais votados, Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT) e Partido Libertação Popular (PLP), com cujas lideranças se reuniu na quarta-feira, garantiram que vão apoiar as grandes linhas do Governo.

"O CNRT reafirmou a sua posição de ser oposição não para destruir, mas para construir. Em questões de interesse nacional naturalmente o CNRT dará o seu apoio no Parlamento Nacional em tenros do Programa do Governo e do Orçamento", explicou.

"O PLP também está pronto para cooperar com o futuro Governo. Há partidos na coligação mas os outros também estão preparados para cooperar com o executivo. Não tenho qualquer dúvida de que o Governo terá condições. É um Governo minoritário, mas com grande força de vontade. Agora é importante que a sociedade e a classe política ajude a garantir estabilidade governativa", defendeu.

O chefe de Estado recordou que "o povo quer o desenvolvimento do país" e que os resultados das eleições mostram o apoio ao diálogo entre as forças políticas, deixando um apelo aos líderes partidários "para que continuem a colaborar para ajudar a desenvolver a situação no povo".

Questionado pela Lusa sobre se Timor-Leste devia prolongar a experiência dos últimos anos de colaboração entre as várias forças políticas, Lu-Olo disse que a concertação é importante para o presente e futuro do país.

Lu-Olo recordou que desde 2013 o partido da oposição, a Fretilin, "fez tudo para cooperar com o partido do Governo", ajudando a "garantir a estabilidade governativa, a dar esperança ao povo e a mostrar que os lideres estão unidos para trabalhar em conjunto e desenvolver o país".

Insistindo que isso "não significa que ficou qualquer dívida à Fretilin por outros partidos", mas que é importante garantir que o Governo de coligação, agora liderado pela Fretilin, tenha "concertação política no Parlamento Nacional".

"É preciso que os deputados da IV legislatura trabalhem em concertação. Haverá sempre diferenças e isso é importante para se discutir profundamente as leis e outras questões, mas não pode ser motivo para que os deputados entrem com as suas diferenças e saiam com as diferenças. Os órgãos de soberania, que representam o povo, devem trabalhar em conjunto para desenvolver o país", afirmou o chefe de Estado.

"Temos que privilegiar a experiência dos últimos anos no sentido de garantir a estabilidade governativa e politica, projetando uma ideia de futuro e permitindo a estabilidade necessária para a transição para as mãos de uma nova geração", disse.

"Este é o fundamento do que queremos, do que o PR quer: todos os órgãos de soberania trabalhem em conjunto", insistiu.

A cerimónia de posse do Governo deverá realizar-se no Palácio de Lahane na tarde de sexta-feira, horas depois da sessão solene, presidida pelo chefe de Estado, que marca o arranque da primeira sessão legislativa da IV legislatura.

ASP // EJ

Lusa/Fim

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