Lucros do calçado impulsionam investimentos no kiwi e na vinha em Felgueiras

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Porto Canal / Agências

Felgueiras, 22 nov (Lusa) - Os lucros da indústria de calçado de Felgueiras estão a acelerar o investimento de vários industriais daquele concelho no setor agrícola, sobretudo vinha e kiwis, declarou hoje à Lusa um diretor da cooperativa agrícola local.

"O bom momento da indústria de calçado está a alavancar a nossa agricultura", afirmou Rui Pinto.

O vice-presidente da Cooperativa Agrícola de Felgueiras explicou que os lucros dos industriais, que decorrem do bom momento do setor do calçado, são sinónimo de uma maior capacidade de investimento, "condição essencial para se apostar em culturas como a vinha e os kiwis".

Dizendo à Lusa não ter, em concreto, a dimensão do investimento dos últimos anos realizado no concelho, avançou, porém, que a área de produção de kiwi duplicou, o que se traduz num investimento de cerca de 30.000 euros por hectare.

Este ano, a produção de kiwi entregue na cooperativa agrícola foi de cerca de 600.000 quilos, o que corresponde a 200 hectares de área de produção, repartidos por cerca de uma centena de agricultores associados. Contudo, a cooperativa estima que, dentro de dois anos, quando as mais recentes plantações começarem a dar fruto comercializável, a produção possa chegar aos 1,5 milhões de quilos.

Rui Pinto ressalvou, por outro lado, que o kiwi entregue na instituição é menos de metade do total da produção do concelho, o que garante a Felgueiras, disse, a posição cimeira na produção nacional daquele fruto.

O vice-presidente da cooperativa afirmou não ter dúvidas que em 2015 o concelho possa estar a produzir cerca de cinco milhões de quilos por ano de kiwi, satisfazendo a crescente procura dos mercados externos que absorvem atualmente mais de 80% do kiwi com origem em Felgueiras.

"O investimento inicial nesta cultura é elevado, mas o retorno também", anotou, explicando o interesse de tantos investidores.

Mas se no kiwi se verifica um aumento significativo da área de produção, na vinha o cenário é diferente, com alguma estabilidade nesse domínio, apesar de também estar a beneficiar da capacidade de investimento dos industriais de calçado. O diretor da cooperativa agrícola explicou que o investimento tem-se traduzido na aposta de mais meios e melhores tecnologias, com evidentes vantagens no aumento das capacidades de produção das explorações vitícolas.

Como exemplo, avançou que em 2013 a produção aumentou cerca de 20%, atingindo os 4,8 milhões de litros de vinho verde, a partir das uvas de 900 produtores.

Além do aumento quantitativo, os melhores meios postos à disposição das explorações também se refletem numa melhor qualidade do produto final, o vinho, fator que, segundo Rui Pinto, está a alavancar o aumento das exportações da cooperativa agrícola.

Esse acréscimo, observou ainda, explicam os ganhos nos volumes de faturação, que este ano devem atingir 8,5 milhões de euros.

APM // MSP

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