Filhos de imigrantes têm mais formação e emprego do que os portugueses
Porto Canal (SYA)
Os filhos de emigrantes em Portugal apresentam uma percentagem mais elevada de acesso ao ensino universitário, bem como, um valor mais elevado na taxa de empregabilidade em comparação com os cidadãos portugueses, segundo dados revelados na última quinta-feira pelo Eurostat.
Portugal é um dos países onde os filhos dos imigrantes têm uma formação superior à dos próprios cidadãos nas idades compreendidas entre os 25 e os 54 anos, juntamente com o Chipre, Malta, Hungria, Reino Unido e Itália.
Em Portugal apenas 23% dos cidadãos nacionais tiveram acesso ao ensino universitário, enquanto que, a percentagem relativamente aos filhos dos emigrantes é de 45,2%, próximo do dobro. Já no que diz respeito á taça de empregabilidade, a diferença é menos assustadora, sendo que é de 78,3% para os imigrantes e 77,8% para os nativos.
Entenda-se que existiu uma queda de 1,6% no número de residentes estrangeiros em Portugal, que agora são cerca e 388.731 cidadãos, segundo o último relatório do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). No entanto, e apesar da quebra, os brasileiros continuam a ser a comunidade com mais expressividade a habitar no nosso país.
