Cortes nas pensões são "um assalto feito pelas traseiras” - CGTP-IN

| Política
Porto Canal

O secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, afirmou que o anúncio feito hoje pelo Governo sobre cortes nas pensões de sobrevivência “é um assalto feito pelas traseiras”.

“Na nossa opinião isto é mais um assalto que é feito pelas traseiras a exemplo daquilo que se passou com a taxa extraordinária que foi aplicada a partir dos 1.300 euros aos pensionistas e aos trabalhadores da administração pública”, afirmou o líder sindical à agência Lusa.

Arménio Carlos realçou que “a pensão de sobrevivência resulta de descontos feitos” e vaticinou que, se agora as medidas anunciadas apenas afetam as pensões acima dos 2.000 euros, “dentro de alguns meses, este corte vai-se alargar a outras pensões de sobrevivência”.

“O melhor exemplo que podemos dar relativamente a esta matéria é o do ano passado, de primeiro ter havido uma taxa suplementar de 3,5 a 10 por cento a partir dos 1.300 euros, e hoje já se anunciar para 2014 um corte de 10% para todas as reformas com um valor igual ou superior a 600 euros”, declarou.

O sindicalista afirmou que se trata “de uma continuação da mesma política, cada cavadela uma minhoca, no sentido de se ir ao bolso dos trabalhadores e dos pensionistas, e nunca, por exemplo, cortes nas Parceria Público Privadas (PPP)”.

Relativamente às PPP, Arménio Carlos citou o ministro da Economia, que anunciou que estas irão ter um aumento na ordem dos 700 milhões de euros de encargos para o Governo no próximo ano. “Tiram-se 100 milhões de euros a estes para se financiar em 700 milhões as PPP”, rematou.

Para o líder da CGTP-IN, “esta é uma política que não só não responde às necessidades do país, como continua a ir buscar a quem trabalha, a quem já descontou e quem descontou na perspetiva que a sua pensão de sobrevivência seria auferida pelos respetivos cônjuges”.

O vice-primeiro-ministro Paulo Portas anunciou hoje, em conferência de imprensa que a "condição de recurso" para as pensões de sobrevivência será prestada por quem receba pensões acima de 2.000 euros.

"A opção do Governo foi: até 2000 euros as pessoas estão isentas", afirmou Paulo Portas.

As pensões de sobrevivência do Regime Geral da Segurança Social (RGSS) acima dos 2.000 euros passarão a receber 54% do valor da pensão que lhe dá origem, enquanto as da Caixa Geral de Aposentações (CGA) passarão a receber 44%.

A pensão de sobrevivência atualmente atribuída é, no RGSS e Regime Convergente de Proteção Social, relativo aos funcionários públicos desde 2006, 60% da pensão que lhe dá origem. Na CGA esse valor é atualmente de 50%.

+ notícias: Política

Presidenciais. Rui Moreira anuncia voto em Seguro na segunda volta

O ex-presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, que foi mandatário nacional do candidato presidencial Luís Marques Mendes, anunciou que vai apoiar António José Seguro na segunda volta em detrimento de André Ventura.

PSD: Montenegro eleito novo presidente com 73% dos votos

O social-democrata Luís Montenegro foi hoje eleito 19.º presidente do PSD com 73% dos votos, vencendo as eleições diretas a Jorge Moreira de Silva, que alcançou apenas 27%, segundo os resultados provisórios anunciados pelo partido.

Governo e PS reúnem-se em breve sobre medidas de crescimento económico

Lisboa, 06 mai (Lusa) - O porta-voz do PS afirmou hoje que haverá em breve uma reunião com o Governo sobre medidas para o crescimento, mas frisou desde já que os socialistas votarão contra o novo "imposto sobre os pensionistas".